R$ 74 MI BLOQUEADOS

Polícia de SJC bloqueia R$ 74 milhões em ação contra golpistas

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Dinheiro apreendido durante a operação
Dinheiro apreendido durante a operação

A Polícia Civil deflagrou em São José dos Campos e outras cinco cidades, duas delas na Bahia e no Paraná, a operação “Golpe da Sorte” para combater quadrilha de esquema de lavagem de dinheiro e estelionato que movimentou milhões de reais em diferentes estados.

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A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e bloqueou 23 contas bancárias nesta quarta-feira (12), com valores que chegam a R$ 74,75 milhões, após decisão judicial.

Segundo a polícia, a investigação começou após a denúncia de uma idosa vítima do conhecido golpe do bilhete premiado, que transferiu R$ 3,25 milhões para contas controladas por estelionatários.

As apurações revelaram uma rede criminosa estruturada, com ramificações em São José dos Campos e nas cidades paulistas de Rio Claro, Nova Odessa e Atibaia, além de Salvador (BA) e Londrina (PR).

A operação contou com 50 policiais e 19 viaturas, O grupo apreendeu R$ 300 mil e mais 30 mil dólares e 25 mil euros, além de 20 aparelhos de telefone celular, quatro computadores, um veículo Jeep Compass (foto abaixo), tablet, HD, pendrive e documentos diversos.

Segundo a polícia, os criminosos utilizavam casas de câmbio, operações fracionadas e conversões em criptoativos para ocultar a origem do dinheiro. O rastreamento das carteiras digitais foi o ponto decisivo da investigação, permitindo identificar os verdadeiros operadores e beneficiários do golpe.

O golpe.

A investigação começou a partir da denúncia de uma idosa vítima de golpe do bilhete premiado, que foi enganada por estelionatários. Segundo a polícia, ela entregou um total de R$ 3,25 milhões em diversas transferências bancárias para contas de terceiros.

Os criminosos utilizaram a promessa de prêmios milionários para convencer a vítima a realizar os depósitos, caracterizando crime de estelionato.

A partir da análise dos fluxos de valores, os investigadores identificaram uma rede criminosa estruturada, com atuação em diferentes estados, especializada na lavagem de dinheiro por meio de casas de câmbio, operações fracionadas e conversão em criptoativos.

O ponto de virada da investigação foi o rastreamento dos criptoativos, que permitiu identificar as carteiras digitais utilizadas pelos verdadeiros responsáveis pelo golpe.

Através de cruzamento de dados bancários, registros de operadoras de criptoativos e relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), foi possível mapear todo o fluxo de conversão e ocultação dos valores, chegando aos operadores e beneficiários finais.

A operação foi deflagrada nesta quarta-feira, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em endereços de investigados. Duas das investigadas exibiram documentos ideologicamente falsos, porém oficialmente expedidos com base em documentos falsos.

Após comunicação com as polícias civis dos estados da Bahia, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, foi possível constatar a real identidade das suspeitas. Elas foram autuadas em flagrante pela DIG/DISE de Rio Claro.

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