TRAIÇÃO CONJUGAL

Quem trai mais? Detetives do Vale contam isso e muito mais; VEJA

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

Cama secreta.

As traições conjugais são a maior parte dos casos investigados por detetives particulares na região, girando em torno de 60% a até 80% da clientela. O percentual é parecido ao de grandes capitais, como São Paulo.

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Segundo detetives do Vale do Paraíba, ouvidos por OVALE, homens costumam trair mais pelo sexo e as mulheres por paixão. E o percentual de traidores é equilibrado entre os dois gêneros, não sendo mais o homem o principal traidor na cama.

“Mulher é mais apaixonada. Homem trai mais pelo sexo”, disse o detetive particular Mario Delpratto, 69 anos, em atividade desde 1981.

Nascido no Uruguai e no Brasil desde 1978, Mário escolheu São José dos Campos para a sede do seu negócio, já tendo tido escritórios em Taubaté e na capital, fechados em razão da pandemia.

Segundo ele, as mulheres são mais difíceis de investigar porque são mais cuidadosas quando traem, ao contrário dos homens, mais desleixados.

“Mulher dá mais trabalho para investigar. Homem é mais fácil de pegar. Ele muda o comportamento, vai para a academia, coloca perfume, usa roupa nova. Vai ao motel com o carro dele, liga para a amante. Mulher é mais esperta. Elas dão mais trabalho, são mais discretas”, afirmou.

Mario disse que os casos conjugais hoje são 60% da sua clientela, com 30% de casos trabalhistas e 10% de assuntos variados.

Na maioria dos casos que ele investigou, os homens traem suas parceiras com outras mulheres. Uma parcela de 10% a 15% trai com outros homens ou transexuais.

“Tenho 44 anos de trabalho e não confere, na nossa região, que o homem traia mais com pessoas do mesmo sexo. Isso gira em torno de 10% a 15%. Há homens homossexuais que não se revelam [à parceira] e têm uma vida extraconjugal com pessoas do mesmo sexo. Mas isso vale para os dois sexos”, explicou Mario, que contabiliza 5.430 casos resolvidos.

Investigação.

Detetive particular há 11 anos, Marcelo Chiacchio, 29 anos, da agência Detetive Carlos, com atuação em São José dos Campos e São Paulo, disse que a maioria dos homens trai suas parcerias com mulheres.

“Eles traem a mulher com outra mulher, ou outras. Teve um caso que uma mulher desconfiava que o marido a estava traindo com homem, mas era com mulher mesmo”, contou.

Marcelo disse que de 70% a 80% dos casos que investiga são conjugais, com outros da área trabalhista e alguns de processos de pensão. Tem ainda um pouco de localização de pessoas e veículos desaparecidos, e até de animais que sumiram.

“Nos casos conjugais, a clientela hoje é 50% mulher e 50% homem. Há casos para os dois lados. Mulheres são mais inteligentes, mais difíceis de investigar. Elas fazem mais bem feito e são mais discretas. O homem não pensa que vai ser investigado. É mais indiscreto”, afirmou.

Segundo ele, a mulher é mais convicta da traição do parceiro quando procura um detetive. Já os homens têm mais dúvidas.

“Tem muita traição. Praticamente toda semana tem uma traição para investigar. Em média, temos um caso por semana em São José dos Campos para trabalhar, e de dois a três por semana em São Paulo”, afirmou.

'Há muita traição'.

Eleita a melhor detetive particular do Brasil de 2015 a 2022, pelo Prêmio Magnífico, Daniele Martins tem uma equipe de mais de 40 pessoas sob seu comando. Ela tem sede em São Paulo e outras capitais e atua em todo o Brasil.

Durante participação no programa Conversa com Bial, na TV Globo, ela contou que a traição é confirmada em 70% dos casos conjugais que investiga. “Quando investigo, 70% dos casos são com traição. Todo mundo já foi traído”, disse.

Assim como outros detetives, Daniele usa aparelhos tecnológicos para seus trabalhos de investigação, como drones e câmeras instaladas em óculos, bonés e canetas, além de aparelhos para ouvir conversas à distância. Ela contou que a equipe também desenvolveu tecnologia para monitorar aplicativos de mensagens.

“Entre a clientela, tem metade de homens e mulheres na traição. Vivencio isso todos os dias. A cada 50 casos, cerca de 40 confirmam a traição”, afirmou.

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