DEPUTADO FEDERAL

Nomeado ministro, Boulos abre vaga para Ricardo Galvão na Câmara

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Ricardo Galvão e o atual presidente do CNPq
Ricardo Galvão e o atual presidente do CNPq

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nessa segunda-feira (20) o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta responsável pela relação do governo com os movimentos sociais.

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Boulos substitui o ex-deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que estava no cargo desde o começo do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023.

A decisão foi comunicada ao ministro durante uma reunião no Planalto, que durou cerca de 1h30. Além do presidente Lula, Boulos e Macêdo, estiveram presentes na reunião a ministra Gleisi Hoffmann (SRI), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom). Uma transição técnica deve ocorrer nos próximos dias entre as equipes de Macêdo e Boulos.

Com isso, como antecipou OVALE, o físico, engenheiro e cientista Ricardo Galvão, atual presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), pode assumir uma vaga na Câmara dos Deputados.

Ele é o atual primeiro suplente para a Câmara Federal pelo partido Rede Sustentabilidade. Galvão disse OVALE nesta segunda-feira (20) que concorda em assumir como deputado federal, mas que essa é uma “decisão partidária”.

“Recebi algumas mensagens sobre essa possibilidade. Mas nada de oficial me foi informado ainda. Se for mesmo concretizada, eu imediatamente falarei com a Rede. A minha obrigação primeiro é falar com a Rede para ver se é a prioridade da Rede eu assumir. Se for, eu certamente assumirei”, afirmou Galvão, que reforçou que a decisão de assumir a Câmara passa pela “decisão de partido”. “É decisão partidária”, disse.

Um empecilho pode ser a possibilidade de a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, retornar para o Congresso. Sendo do PSOL, ela tiraria a chance de Galvão assumir a vaga na Câmara dos Deputados.

Votos.

Na eleição de 2022, Galvão obteve 40.365 votos e ficou como terceiro suplente da federação Rede-PSOL. As duas primeiras vagas eram de Luciene Cavalcante (PSOL) e de Ivan Valente (PSOL) -- ambos entraram em fevereiro de 2023, nas vagas de Marina Silva (REDE) e Sônia Guajajara (PSOL), que se tornaram ministras do governo Lula.

Galvão preside atualmente o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e dirigiu o Inpe entre 2016 e 2019, quando ficou nacionalmente conhecido por rebater críticas feitas pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Inpe.

Se ele assumir a vaga, a RMVale volta a ter um representante no parlamento federal. Na eleição de 2022, após dois mandatos como deputado federal, o ex-prefeito de São José dos Campos Eduardo Cury (na época no PSDB e hoje no PL) não conseguiu se reeleger para a Câmara, em Brasília.

Em abril de 2024, a ex-vereadora e candidata a prefeita de Taubaté, Loreny Caetano (Solidariedade), tomou posse temporariamente como deputada federal. Suplente do partido, ela assumiu no lugar de Paulinho da Força (Solidariedade), que deixou a vaga de deputado por motivo de saúde.

Errata: a matéria passa a citar que Ivan Valente também entrou como suplente do PSOL na Câmara dos Deputados.

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