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Homem espera 50 anos e mata colega por trote na época da escola

Por Da redação | Dakota do Sul
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Carl V. Ericsson foi condenado à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional
Carl V. Ericsson foi condenado à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional

Um crime ocorrido há mais de dez anos em Dakota do Sul, nos Estados Unidos, voltou a repercutir nas redes sociais. A história de Carl V. Ericsson, que matou o ex-colega de escola Norman Johnson por vingança de um trote sofrido há mais de meio século, viralizou novamente e reacendeu discussões sobre os efeitos psicológicos de humilhações antigas.

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O crime aconteceu em janeiro de 2012, na cidade de Madison, em Dakota do Sul. Ericsson, então com 73 anos, foi até a casa de Johnson, de 72 anos, tocou a campainha, confirmou o nome da vítima e disparou duas vezes em seu rosto. O professor e treinador aposentado da Madison High School morreu na hora.

Trata-se da mesma escola onde o episódio de humilhação teria ocorrido décadas antes. Segundo relatos, Ericsson nunca teria superado o trote, e o ressentimento se transformou em uma vingança planejada ao longo de meio século.

Durante o julgamento, Ericsson confessou o crime e disse que o motivo foi um trote ocorrido na adolescência. Segundo o depoimento, Johnson colocou um equipamento esportivo sobre sua cabeça, em público, no vestiário da escola, provocando risadas dos colegas. O autor afirmou que o constrangimento o perseguiu por toda a vida e que nunca conseguiu esquecer o episódio.

A investigação apontou que os dois não mantinham contato desde o fim do ensino médio, mas Ericsson carregava ressentimentos antigos. Após o assassinato, ele se declarou culpado, mas alegou sofrer de transtornos mentais. A Justiça aceitou a confissão e o condenou à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional. Um laudo psiquiátrico anexado ao processo indicou que ele apresentava depressão grave e ansiedade recorrente.

Durante a audiência, o promotor Christopher Giles afirmou que o crime chocou a comunidade de Madison, uma cidade pequena e com baixos índices de violência. Moradores relataram surpresa com o caso e disseram que Johnson era conhecido como um professor dedicado e respeitado por ex-alunos.

Com a viralização recente, o caso voltou a circular em redes como X (antigo Twitter), TikTok e Reddit, onde internautas resgataram trechos de reportagens antigas e questionaram até que ponto traumas do passado podem influenciar ações extremas na velhice.

* Com informações do jornal Correio

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