OPERAÇÃO EM SÃO JOSÉ

Polícia apreende 500 garrafas e 14 barris de bebida falsa em SJC

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Bebidas apreendidas em São José dos Campos
Bebidas apreendidas em São José dos Campos

A Polícia Civil apreendeu 500 garrafas, 14 barris cheios de bebida falsificada, selos e rótulos em imóveis de São José dos Campos. Um homem foi preso.

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A Operação Poison Source (Fonte do Veneno) contou com 150 policiais para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um esquema de produção e comercialização de bebidas adulteradas em oito cidades do estado — fraude associada a mortes por intoxicação e de grande repercussão nacional.

Em São José dos Campos, as equipes da 1ª DIG/Deic do Deinter-1 deram suporte à Divecar/Deic da capital e cumpriram diligências em dois locais indicados pela Justiça. Um terceiro ponto foi descoberto a partir do depoimento do homem preso.

Foram apreendidos aproximadamente 500 garrafas envasadas de bebidas falsificadas, cerca de 1.000 garrafas vazias, 14 barris com bebida alcoólica, além de selos, tampas e rótulos — material típico de envase fraudulento.

Dois celulares também foram recolhidos. Um homem foi preso em flagrante e autuado por falsificação/adulteração de produto destinado a consumo humano.

“Em São José dos Campos, ele adquiria as garrafas desse nosso investigado da prisão de dez dias atrás”, afirma a delegada Leslie Caran Petrus.

“Eram garrafas de bebidas de nome — whisky de R$ 3 a 4 mil — compradas a 10% do valor. Vinham também lacres e tampinhas falsas. Com bombonas de whisky e outras bebidas, ele fazia manualmente: funil, enchia, lacrava e revendia.”

Segundo a Polícia Civil, além do foco no Vale do Paraíba, a operação teve alcance estadual: seis suspeitos foram presos em oito cidades, com 13 endereços fiscalizados e 150 agentes mobilizados.

O efetivo da operação em São José dos Campos contou com 15 policiais civis em cinco viaturas. Foram verificados dois endereços por mandado. O terceiro, revelado pelo preso, funcionava como entreposto de 14 barris e insumos (rótulos, tampas e selos).

A adulteração de bebidas — especialmente destilados caros — envolve riscos severos à saúde (como contaminação por solventes e metanol) e ampla cadeia criminosa: coleta de garrafas de luxo, rótulos/selos falsos e envase clandestino, com escoamento em bares, eventos e e-commerce informal.

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