FILHA FOI PRESA

'Psicopata’ mata o pai com ‘feijoada assassina’, diz polícia

Por Da redação | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Uma feijoada envenenada teria sido usada por uma “psicopata” para matar o próprio pai, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro. O crime, revelado nesta terça-feira (7), resultou na prisão de duas mulheres, entre elas Michele Paiva da Silva, de 42 anos, acusada de encomendar a morte de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

De acordo com as investigações, Michele, estudante de Direito, pagou a viagem de Ana Paula Veloso, moradora de Guarulhos (SP), até o Rio de Janeiro para executar o plano de envenenamento em abril deste ano. As duas foram presas na Baixada Fluminense após meses de apuração.

Feijoada envenenada

Segundo o delegado Halisson Ideiao, Ana Paula foi descrita como uma “pessoa fria e psicopata”, que sabia exatamente o que fazia ao preparar a refeição fatal.
Em depoimento, uma das suspeitas confessou ter matado dez cachorros com chumbinho para testar a potência do veneno antes de aplicá-lo na vítima.

Durante as buscas, os policiais encontraram terbufós, um agrotóxico altamente tóxico semelhante ao chumbinho, na casa de Ana Paula. O produto teria sido utilizado após cálculos precisos de dosagem e tempo de efeito, baseados nos conhecimentos de saúde da autora.

Exumação e novas investigações

Embora a certidão de óbito de Neil Corrêa aponte morte natural — por insuficiência respiratória aguda e parada cardiorrespiratória —, a Polícia Civil determinou a exumação do corpo, marcada para quinta-feira (9), para confirmar se o idoso foi realmente envenenado.

Os investigadores também apuram outros três casos semelhantes registrados em Guarulhos, com suspeita de uso do mesmo tipo de veneno.

Crime premeditado

As duas suspeitas foram presas preventivamente e vão responder por homicídio qualificado, com indícios de planejamento e motivo torpe. “Tudo foi minuciosamente calculado — da viagem até o preparo do alimento. É um crime cometido com frieza e conhecimento técnico”, afirmou o delegado.

Comentários

Comentários