Um aposentado de 59 anos foi morto a facadas dentro da própria casa após uma briga de bar motivada por ciúmes, na noite deste domingo (5), em Caraguatatuba, no Litoral Norte. O crime ocorreu em uma residência na Estrada do Canta Galo, Travessa Colibri, no bairro Cidade Jardim.
De acordo com a Polícia Militar, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) acionou os agentes após encontrar a vítima já sem vida, com diversas lesões compatíveis com arma branca. Dois homens, de 38 e 39 anos, foram presos em flagrante e indiciados por homicídio qualificado.
Briga e invasão
Testemunhas relataram que a confusão começou em um bar, quando um dos suspeitos teria se irritado por “ciúmes de uma mulher”. Após uma discussão e agressões — entre elas uma pazada na cabeça —, os homens foram até a casa da vítima e invadiram o imóvel, onde o aposentado tentou se defender com uma foice.
Durante a luta corporal, a vítima foi atingida com golpes fatais. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), e a perícia técnica foi acionada.
Versões dos suspeitos
O homem de 39 anos alegou à polícia que foi agredido no bar e que, “no calor do momento”, decidiu ir até a casa da vítima para tirar satisfações, negando ter desferido as facadas. Já o comparsa, de 38, afirmou que “foi atrás do agressor por vingança” e admitiu ter arrombado a porta da casa, mas negou o uso de faca.
Ambos foram presos e permanecem à disposição da Justiça.
Durante as buscas, a polícia apreendeu: uma espingarda calibre .32 e outra de pressão 5,5 mm, além de munições; uma espingarda artesanal calibre .32; uma camiseta com manchas de sangue; um celular Motorola e uma pulseira, pertencentes aos suspeitos.
Os dois foram autuados por homicídio e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Pela gravidade do crime, não houve fiança.
Investigação e apelo
A Delegacia Central de Caraguatatuba instaurou inquérito policial e solicita que moradores da Estrada do Canta Galo e Travessa Colibri que tenham câmeras de segurança ou tenham visto movimentações suspeitas na noite do crime procurem a delegacia ou acionem o 190.
A investigação tenta esclarecer a motivação exata e a dinâmica das agressões.