Embora a construção da UBS Mais do Cecap, em Taubaté, tenha sido concluída há dois meses, a Prefeitura não tem previsão de quando a unidade iniciará a operação. Um impasse que prolonga ainda mais a novela do novo posto de saúde, que começou a ser construído em outubro de 2020 e deveria ter ficado pronto em abril de 2022.
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Responsável pela segunda fase da obra, a construtora Ferreira e Patriota, que tem sede em São Paulo, entregou o prédio à Prefeitura em julho desse ano. No dia 13 de agosto, o Corpo de Bombeiros emitiu o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Desde então, o espaço está sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde, que tem a incumbência de providenciar os equipamentos e os funcionários que irão atuar na unidade.
Questionada pela reportagem, a Prefeitura não informou nenhuma previsão de quando a UBS Mais irá iniciar a operação. "A obra foi entregue no mês de julho pela construtora, liberada em agosto após vistoria e emissão do AVCB e o funcionamento está condicionado a questões burocráticas, como precificação do custeio da manutenção e funcionalidade da unidade, processos de credenciamento de empresas, etc", limitou-se a afirmar o município.
Atraso.
Iniciada em outubro de 2020, ainda na gestão do ex-prefeito Ortiz Junior (Cidadania), a obra tinha prazo de execução de 18 meses – ou seja, deveria ter sido concluída até abril de 2022. No fim de 2022, já no governo do então prefeito José Saud (PP), a Prefeitura ameaçou rescindir unilateralmente o contrato com a Elefe, que venceu a primeira licitação, mas recuou após a empresa apresentar justificativas para o atraso.
Entre março de 2022 e julho de 2024, o primeiro contrato foi prorrogado cinco vezes. O último prazo terminou no fim de setembro de 2024. A Elefe pediu nova prorrogação, mas a Prefeitura recusou. Inicialmente, o contrato custaria R$ 2,59 milhões, mas esse valor já havia passado para R$ 3,124 milhões - desse total, R$ 2,079 milhões sairiam dos cofres do município e R$ 1,045 milhão do governo federal. A Elefe chegou a receber R$ 2,651 milhões, segundo a Prefeitura.
Até a rescisão, o percentual de execução da obra estava em 87%. Ainda no ano passado, a Prefeitura fez uma segunda licitação, que foi vencida em dezembro pela construtora Ferreira e Patriota, que recebeu R$ 589 mil. Essa segunda fase da obra deveria ter sido concluída até abril de 2025, mas atrasou três meses.