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'Inpe mostrou recorde de fogo na floresta', diz Carlos Nobre

Por Cristiane Prizibisczki e Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
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Carlos Nobre participa de OVALE Cast
Carlos Nobre participa de OVALE Cast

O climatologista Carlos Nobre, um dos cientistas mais reconhecidos no mundo, diz que é preciso “zerar o desmatamento, a degradação e o fogo” para salvar a floresta Amazônica, em risco com o aquecimento global.

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Segundo ele, a floresta em pé é muito mais valiosa para a humanidade do que queimá-la com objetivos econômicos e agrários.

“Há quatro soluções baseadas na natureza. A primeira é zerar o desmatamento, a degradação e o fogo”, disse Nobre durante participação em OVALE Cast - Aquecimento Global, podcast do jornal OVALE.

“Em 2024, a Amazônia brasileira teve 140 mil incêndios. E um terço desses incêndios foi dentro da floresta”, afirmou.

Carlos Nobre foi entrevistado com participação especial da premiada jornalista Cristiane Prizibisczki, repórter especial do site O Eco, especializado em jornalismo ambiental, e pelo repórter especial de OVALE, Xandu Alves.

Confira trecho da entrevista com o climatologista.

Como salvar a Amazônia?

A primeira [meta] é zerar o desmatamento, a degradação e o fogo. É política do governo brasileiro e muitos governos dos países Amazônicos de zerar todo o desmatamento até 2030. Boas notícias. Tivemos uma grande redução do desmatamento aqui na Amazônia, em toda a Amazônia, quase toda Bolívia. O Brasil reduziu em mais de 50% o desmatamento, mas como você bem mencionou, o MapBiomas mostrou, o sistema do Inpe chamado DETER mostrou um recorde de fogo na floresta.

O que está acontecendo?

Historicamente, sempre o gigantesco número de incêndios, fogo na Amazônia, era desmatamento. A prática na Amazônia desde a ditadura militar dos anos 70 era de desmatar, deixa secar aquela floresta caída lá, as árvores todas caídas por 2 meses para secar bem e bota fogo para liberar todos os nutrientes, porque o solo da Amazônia é tão pobre que isso era a base para fazer a pastagem.

Isso é uma história de mais de 50 anos. Só que agora, pela primeira vez, foi visto um recorde de número de fogo, como o MapBiomas e o sistema DETER do Inpe mostraram na floresta.

E o sistema DETER do Inpe mostrou um dado superpreocupante na Amazônia brasileira. A área que foi considerada desmatada, pela primeira vez, a área que não foi o corte raso de uma pessoa como motosserra, a área que ficou desmatada pela sequência de incêndios, um incêndio atrás do outro, ano por ano, 2022, 23, 24. Em 2024, a Amazônia Brasileira teve 140 mil incêndios. E 1/3 desses incêndios foi dentro da floresta, dentro da floresta.

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