DESPEDIDA

Enterrado em São José, João foi alvo de míssil na Ucrânia

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
João morreu na Ucrânia
João morreu na Ucrânia

Um jovem militar brasileiro de 24 anos, natural de Jacareí, morreu em julho durante um ataque na guerra da Ucrânia. O caso ganhou grande repercussão e mobilizou familiares e amigos, que no domingo (14) puderam finalmente se despedir com a chegada do corpo ao Brasil.

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Identificado como João Vitor, o jovem sempre sonhou em seguir carreira militar. Ainda criança, participava de desfiles cívicos vestido com farda ao lado do irmão gêmeo. Aos 18 anos ingressou no Exército Brasileiro, onde permaneceu por cinco anos.

Em busca de novos desafios, pediu baixa voluntária e decidiu se alistar no Exército da Ucrânia, movido pelo desejo de “defender vidas”, segundo relatou a família. “Ele dizia que proteger a gente era fácil, porque nos amava. Mas defender pessoas que não conhecemos é muito mais difícil, e por isso ele queria estar lá”, contou o pai em entrevista a TV Record.

João Vitor embarcou no início do ano e passou por treinamentos antes de atuar na infantaria. Durante três meses, manteve contato diário com o pai, que mora em Jacareí, enquanto a mãe e o irmão gêmeo vivem em São José dos Campos.

A comunicação foi interrompida subitamente. Dez dias depois, a família recebeu a confirmação da morte pelo Itamaraty, no dia 21 de julho. O militar teria sido vítima de um ataque de míssil que atingiu a base onde estava alojado.

Antes do traslado, o corpo recebeu homenagens militares na Ucrânia, com execução dos hinos nacional, ucraniano e da unidade em que servia. “Foi tão honroso o que fizeram. Todos os militares ajoelharam em sinal de agradecimento”, disse o pai emocionado.

O Exército ucraniano arcou com todas as despesas de repatriação até o Aeroporto de Guarulhos. O sepultamento ocorreu em São José dos Campos, no último domingo (14), reunindo familiares, amigos e membros da comunidade.

O irmão gêmeo, profundamente abalado, disse sentir que “metade dele se foi”. Mesmo em luto, a família reforça o sentimento de orgulho pela coragem de João Vitor. “Ele acreditava no que fazia. Morreu como soldado, mas será lembrado como um herói”, declarou o pai.

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