INVESTIGAÇÃO

Carlos conheceu assassino em SJC dois dias antes de ser morto

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Clayton e Carlos Eduardo
Clayton e Carlos Eduardo

O delegado Diego Amaral, responsável pelas investigações sobre o assassinato do motorista de aplicativo Carlos Eduardo de Faria César, de 23 anos, concedeu uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (9) para esclarecer os desdobramentos do caso que chocou São José dos Campos.

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Segundo o delegado, o primeiro suspeito, Clayton Luiz Moreira Júnior, de 19 anos, foi preso na noite de domingo (7), na zona sul de São José dos Campos. Durante a abordagem, acabou confessando informalmente o crime. “Ele demonstrou medo de ser preso e, nesse contexto, admitiu ter participado do crime, embora tenha tentado atribuir a posse da arma a um comparsa”, relatou Diego Amaral.

Ainda de acordo com o delegado, Clayton foi quem indicou a localização do corpo da vítima, encontrado em uma estrada municipal de Jacareí, com acesso à represa. “Apesar do intervalo superior a 24 horas, a prisão foi considerada em situação de flagrante. Posteriormente, a Justiça converteu em prisão preventiva”, explicou.

Na coletiva, Amaral também confirmou a captura do segundo suspeito, Jonathan Eduardo Sousa Goulart, de 24 anos, que se apresentou à polícia na tarde de segunda-feira (8). Contra ele havia um mandado de prisão preventiva. “As provas já colhidas indicam a participação efetiva de Jonathan em todo o crime, inclusive no recebimento do dinheiro da vítima em espécie. Embora não tenha sido o autor dos disparos, estava junto em toda a ação criminosa”, afirmou o delegado.

Questionado pela imprensa, Diego Amaral destacou que Jonathan tentou minimizar sua responsabilidade durante o depoimento. “Ele disse que foi coagido e que não estava presente no momento da execução, mas os elementos investigativos já demonstram contradições nessa versão”, reforçou.

O delegado também detalhou a forma como vítima e suspeitos se conheceram. “Segundo apuração, Clayton conheceu Carlos Eduardo em uma corrida por aplicativo na quarta-feira anterior ao crime. Eles trocaram contato, e no fim de semana chamaram a vítima para uma corrida particular, que culminou no latrocínio”, disse.

Carlos Eduardo desapareceu na sexta-feira (5) à noite, quando saiu para trabalhar. Conhecido como um jovem responsável, costumava compartilhar sua localização com os pais, hábito interrompido no dia do crime.

“O caso comoveu a cidade e agora está em fase de conclusão. Vamos oficiar as empresas de aplicativo para confirmar a versão do suspeito e consolidar todos os elementos probatórios. A denúncia formal será apresentada ao Ministério Público para que os acusados respondam por latrocínio”, concluiu o delegado.

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