O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), aguarda para até o final de setembro a chegada dos primeiros 20 ônibus elétricos que serão entregues pela empresa Green Energy, que venceu a licitação para fornecer 400 veículos para a cidade até setembro de 2026.
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No entanto, em entrevista a OVALE, Anderson disse que recebeu uma carta da Mercedes-Benz informando que a empresa está com atraso para a entrega dos chassis dos veículos, mas que iria tentar cumprir o prazo.
“A Caio e a Mercedes-Benz são as duas empresas que fornecem carroceria e chassi. Eles disseram que estavam com atraso, mas estavam trabalhando para cumprir o prazo de setembro, para entregar os 20 ônibus”, afirmou.
“O secretário de Mobilidade Urbana está hoje, nesse exato momento, lá no interior de São Paulo, na fábrica da Caio, para a gente aprovar o layout. Uma coisa é o layout no papel, outra coisa é o layout no veículo. Por enquanto, está tudo dentro da programação”, disse Anderson.
Com o chassi e a carroceria prontos, os veículos irão para a empresa Eletra, que vai implantar o sistema de baterias e motores. Somente depois disso é que eles chegarão em São José dos Campos. “Tem todo um conjunto de empresas que participam na montagem”, afirmou o prefeito.
Com a chegada dos novos carros elétricos, eles entrarão em operação no lugar de veículos a diesel atualmente em circulação, que deixarão de ser usados. As atuais empresas que operam o sistema utilizarão os novos carros elétricos até que a nova operadora do transporte público seja definida por licitação.
Licitação.
Sobre a segunda licitação do novo sistema de transporte, que definirá a empresa que vai operar os ônibus elétricos, Anderson disse que a Prefeitura suspendeu o lançamento da licitação para fazer mudanças no edital.
“O modelo que nós vamos fazer agora vai ser uma concessão dos espaços de pátio de carregamento, porque dessa forma, fazendo no modelo de concessão, de exploração, a gente consegue fomentar os espaços com infraestrutura para abastecimento de carro elétrico não só do transporte público, mas também da iniciativa privada”, explicou o prefeito de São José.
“Um particular que tiver um carro também vai poder se utilizar desse espaço, comprando a sua energia. Um espaço que possa ter uma exploração, por exemplo, comercial. Pode ter ali uma loja de conveniência, um lava rápido, um restaurante, enfim, aquilo que couber nesses espaços”, completou.
Segundo Anderson, o limite para a segunda licitação é até junho do ano que vem. “Até porque em setembro [de 2026], a gente tem que ter tudo organizado, a parte trabalhista, a transição dos funcionários da empresa atual para a empresa futura, para que em setembro a gente tenha tudo isso daí organizado. A Justiça do trabalho e o sindicato trabalham junto conosco nessa operação também”, afirmou.