RIO GRANDE DO SUL

Promotor: 'réu negro não seria criminoso se levasse chibatadas'

Por Da redação | de São José do Norte
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/iStock
Defesa do réu acusou promotor de racismo (imagem ilustrativa)
Defesa do réu acusou promotor de racismo (imagem ilustrativa)

A Corregedoria do Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou procedimento para apurar acusação de racismo contra um promotor que sugeriu, durante audiência, que um réu negro não cometeria crimes se tivesse recebido "chibatadas na infância".

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Fala racista ocorreu em sessão do Tribunal do Júri da cidade de São José do Norte, na última quarta-feira. Na ocasião, o promotor teria dito que "se o réu tivesse recebido chibatadas quando criança, talvez, não estivesse sendo julgado naquele momento".

Advogada do réu pediu que a declaração do promotor contasse na ata daquela sessão. A defensora Aisllana Zogbi da Silva classificou a fala do representante do MP-RS como absurda e sugeriu ao promotor que estude a história do Brasil. Ela o denunciou à Corregedoria do órgão.

O réu estava sendo julgado pelo crime de homicídio qualificado e tentativa de feminicídio. Ao final da sessão, o júri considerou o homem culpado por homicídio, mas sem a qualificadora de feminicídio. Ele foi condenado a 28 de prisão.

Tribunal de Justiça gaúcho informou, em nota, que "foi registrada a manifestação verbal" do promotor. "A fala, considerada pela defesa como de cunho racista, foi formalmente consignada nos autos e encaminhada à Corregedoria-Geral do Ministério Público para as providências cabíveis", informou o órgão.

O MP-RS disse ter recebido a denúncia e determinou que o caso seja investigado. A Promotoria afirmou "não compactuar com esse tipo de conduta" e garantiu que "tomará todas as providências legalmente cabíveis".

O promotor e a defesa não foram localizados para comentar a denúncia.

* Com informações do portal UOL

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