A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta terça-feira (12/8), a Operação Caffeine Break para desarticular organização criminosa voltada ao desvio de produtos químicos do mercado legal para uso como insumo pelo tráfico de drogas.
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No Vale do Paraíba e no Litoral Norte, foram cumpridos ao menos 11 mandados de prisão e de busca e apreensão.
No geral, mais de 200 policiais federais dão cumprimento a 20 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do estado de São Paulo e na capital do Rio de Janeiro, os quais foram expedidos pela 3ª Vara Federal de São José dos Campos.
A investigação foi iniciada após análise de dados pela Delegacia da PF em São José dos Campos, de uma empresa voltada ao setor de suplementos alimentícios e energéticos à base de cafeína, sediada no município, que apresentou movimentação atípica na compra de produto controlado.
Outras duas empresas, também voltadas ao comércio de suplementos, foram identificadas dentro da movimentação atípica. Juntas, as três adquiriram mais de 550 toneladas de cafeína durante o período da investigação, sem nenhum lastro econômico, financeiro ou logístico, ocultando as ações com emissão de notas fiscais falsas.
Além dos mandados judiciais, foram determinados 59 bloqueios de contas bancárias e 83 sequestros e bloqueios de bens móveis e imóveis dos investigados, no valor de até R$ 72 milhões.

Vale do Paraíba.
Seis mandados foram cumpridos em São José dos Campos, sendo dois de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, e outros cinco em Caraguatatuba, sendo um de prisão temporária e quatro de busca e apreensão.
A PF informou que o sócio da empresa investigada já havia sido preso em 2010 por um esquema semelhante. Desta vez, contudo, ele voltou a atuar com um esquema mais sofisticado e com profissionais com mais conhecimento técnico na área química.
A investigação apontou que o esquema criminoso incluía químicos, farmacêuticos, despachantes aduaneiros e advogados, entre outros profissionais.
