MAL-ESTAR EM ESCOLA

ATENÇÃO: Outra criança passa mal na escola após morte de Bryan

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Fachada da escola municipal em que Bryan passou mal
Fachada da escola municipal em que Bryan passou mal

Outra criança passou mal na mesma escola do menino Bryan Schroll, de 9 anos, que morreu no último sábado (8) após mal-estar na unidade escolar de Taubaté no dia anterior.

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Agora já são quatro os alunos da escola municipal José Sant’Anna de Souza, no bairro Chácara Flórida, em Taubaté, que tiveram problemas de mal-estar na unidade.

Bryan e um menino de 6 anos passaram mal na sexta-feira (7), outra criança, de 13 anos, na última segunda-feira (10), e uma menina nesta quinta-feira (13), que chegou a ser encaminhada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e ficará afastada das aulas por dois dias. Os sintomas foram semelhantes: náusea, dor de cabeça, dor de barriga e vômito.

Após os primeiros casos, a Prefeitura de Taubaté realizou vistorias na escola municipal José Sant’Anna de Souza, com equipes das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica para investigar possíveis contaminações no ambiente escolar.

Amostras dos alimentos foram encaminhadas para análise para garantir que estavam dentro dos parâmetros de qualidade, segundo a administração.

A mãe de Bryan, a socorrista Juliana Ceconi, 33 anos, foi chamada na escola porque o filho estava passando mal. Segundo ela, o menino estava pálido, com dor de cabeça e náuseas.

Ao retornar para casa, Bryan deitou e reclamou de mais dores. Antes de tomar um medicamento, vomitou uma substância esbranquiçada com pequenos pontos escuros.

Ao notar que Bryan estava piorando, Juliana levou o filho até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Cecap. Com o agravamento do quadro, o menino foi transferido de ambulância para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté). Durante o atendimento, a criança não resistiu e morreu às 3h30 de sábado.

“Meu filho sempre foi muito saudável. Na sexta ele estava muito feliz, como sempre. A gente precisa descobrir de onde surgiu isso, porque não aconteceu do nada. Se ele foi envenenado, vamos descobrir”, afirmou a mãe.

As outras três crianças tiveram sintomas parecidos, mas nenhuma delas evoluiu para um caso grave como o de Bryan. Uma das mães suspeita que possa haver algum problema na água da escola.

“Ele estava com muita dor na barriga [na segunda] e há alguns dias ele vem relatando que as fezes dele estão com uma gosma. Ele está comendo e bebendo na escola e não sabemos o que está acontecendo”, disse a mãe do aluno de 13 anos.

“Ontem [segunda] meu irmão foi buscá-lo pela manhã e ele estava passando mal e ele diz que a água é muito estranha na escola. Tem alguma coisa errada na escola por ter crianças passando mal desse jeito. Lá tem muito pombo, talvez possa ter alguma ligação”, completou.

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