Atingido por um incêndio criminoso na madrugada desta segunda-feira (10), no centro de São José dos Campos, o abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade social da Comunidade Consoladora dos Aflitos estava com o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) vigente, segundo sistema da própria corporação.
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Além disso, a instituição também estava em dia com o CLCB (Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros), de acordo com consulta ao sistema Via Fácil Bombeiros, às 10h15 desta segunda, que permite avaliar a situação de um imóvel por meio do endereço. O abrigo fica na rua Sebastião Hummel, na região central de São José.
Quatro pessoas morreram no incêndio e nove ficaram feridas, entre elas um bombeiro que teve queimaduras de segundo grau nas pernas, devido ao contato com vapor e água fervente resultantes da evaporação provocada durante o combate às chamas. Mesmo ferido, o militar continuou a combater o incêndio e ajudar a salvar vidas. Das 22 pessoas no local, 18 foram resgatadas com vida.
Alexsander de Oliveira, assistente social da instituição, confirmou a OVALE que a OSC (Organização da Sociedade Civil) estava com a documentação em dia.
“Temos todos os registros para funcionamento. O imóvel é alugado, somos uma instituição privada e não temos nenhuma relação com a prefeitura”, afirmou.
Avaliação.
Diogo Diniz Vieira, capitão do Corpo de Bombeiros de São José, disse que o incêndio que atingiu o abrigo foi de grandes proporções e que afetou residências e imóveis próximos, ainda que com pequenos danos – vidros e telhas quebradas em uma igreja, residências e comércio.
“O local tem o licenciamento do Corpo de Bombeiros, mas estamos verificando. A responsável também está acompanhando”, disse o militar.
José Benedito da Silva, coordenador da Defesa Civil de São José, disse que o órgão fez a avaliação do local assim que as chamas foram contidas e o imóvel, resfriado. A EDP foi acionada para cortar a energia elétrica.
“Após avaliação, o prédio não está em situação de colapso, mas tem todo o trabalho a ser feito principalmente na cobertura, e também com a parte hidráulica e elétrica. Os responsáveis farão a recuperação”, disse ele.
“A perícia fará todo o trabalho de investigação e a documentação está sendo avaliada, além da questão do alvará. O prédio está interditado e os responsáveis farão a recuperação. O prédio está comprometido, como a cobertura e rede elétrica, mas não em colapso”, afirmou Silva.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, a Prefeitura de São José está “levantando a documentação” da instituição sobre a atividade social, se a casa estava “adequada para atender moradores de rua”.