VIOLÊNCIA

Antes de cárcere, Kaique queimou o carro da ex em Taubaté

Por Leandro Vaz | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Da redação
Reprodução
Kaique incendiou o carro da ex
Kaique incendiou o carro da ex

Uma jovem de 23 anos, moradora de Taubaté, foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Kaique dos Santos, de 18 anos, e conseguiu pedir ajuda aos avós pelo WhatsApp enquanto o agressor dormia. O caso, que poderia ter terminado em tragédia, foi registrado pela Polícia Civil e resultou na prisão em flagrante do suspeito, que já possuía antecedentes criminais.

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O relacionamento entre Kaique e Bárbara durou cinco meses e terminou em dezembro de 2024. Desde então, a vítima relatou que passou a ser perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, que insistia em uma reaproximação. No início de fevereiro, ao ser rejeitado mais uma vez, o suspeito ateou fogo no carro da vítima em um ato de vingança.

“Foi narrado pra nós como um relacionamento tóxico, que durou um curto espaço de tempo, cerca de cinco meses, e ele se findou em dezembro do ano passado. E, desde então, várias empreitadas desse sujeito em desfavor da menina. Inclusive, no dia 5 de fevereiro, houve agressão em desfavor dela e um carro de propriedade dela foi queimado. Ela não estava dentro do veículo. É uma narrativa de que, por raiva dela, ele buscou deteriorar o patrimônio dela. Inclusive, isso é uma das espécies de violência contra a mulher. É a violência dita como patrimonial”, disse o delegado Vinicius Garcia, da Deic de Taubaté, em entrevista à TV Record.

Na época, Bárbara já havia obtido uma medida protetiva na Justiça, mas, como Kaique ainda não havia sido notificado oficialmente, foi liberado após ser preso pelo incêndio.

No episódio mais recente, o agressor manteve a jovem presa dentro da casa da própria tia, onde a impediu de sair ou pedir socorro. Durante a madrugada, Bárbara sofreu agressões e ameaças, temendo pela própria vida.

“Ela narrou para nós que, durante a madrugada, ela foi mantida em cárcere nessa situação. Ela narrou que, em momento algum, ela conseguiu gritar ou algo que chamasse a atenção de outras pessoas com medo de que ele atentasse contra a vida dela. E ele utilizava, segundo a narrativa dela, drogas e inalava lança-perfume. Em certo momento, ele desfaleceu. Foi o momento que ela conseguiu utilizar o celular. Ela mandou uma mensagem para parentes próximos, dizendo que estava em uma situação de cárcere. Daí, para frente, nós desencadeamos uma investigação e logramos este localizá-lo”, afirmou o delegado.

A tia do suspeito foi ouvida pela polícia para verificar se teve envolvimento no crime. Em depoimento, ela negou ter conhecimento da situação, afirmando que mora nos fundos da residência e não percebeu a presença da vítima no local.

A equipe da TV esteve na casa de Bárbara. Apenas a avó atendeu. “Ele pulou daqui para querer pegar ela. Então, não era a primeira vez. A gente ficou preocupada com isso”, disse.

Com o histórico de crimes e reincidência na violência contra Bárbara, a prisão em flagrante de Kaique foi convertida em prisão preventiva. Ele já possuía passagens pelo sistema prisional, tendo cometido tráfico de drogas e receptação quando menor de idade.

Agora, o suspeito será indiciado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, ameaça, lesão corporal e sequestro. Ele permanece detido na cadeia pública de Taubaté, aguardando os próximos desdobramentos da investigação.

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