ERRO MÉDICO

Cirurgião plástico é condenado após paciente perder visão

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Portal Metrópoles
Cirurgião plástico é condenado após paciente perder visão
Cirurgião plástico é condenado após paciente perder visão

O cirurgião plástico Renato Tatagiba foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por erro médico que resultou na perda parcial da visão de uma paciente. A decisão, de primeira instância, foi proferida pela juíza Juliana Trajano de Freitas Barão na última sexta-feira (17/1) e ainda cabe recurso.

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Além da pena de prisão, Tatagiba foi condenado ao pagamento de uma indenização de R$ 300 mil à vítima e uma multa equivalente a 50 salários-mínimos.

O caso

A iraniana-brasileira Shirian Saraeian realizou uma abdominoplastia e lipoescultura com o médico em abril de 2021, em São Paulo. Dias após a cirurgia, ela começou a apresentar problemas graves de saúde, incluindo perda total da visão do olho esquerdo e comprometimento de dois terços da visão do olho direito.

Laudos médicos indicaram que Shirian sofreu uma anemia aguda pós-operatória, causada por perda significativa de sangue durante o procedimento. A paciente alegou que tentou entrar em contato com o auxílio após os sintomas, mas enfrentou dificuldades para obter assistência.

Decisão judicial

A Justiça apontou falhas no acompanhamento pós-operatório da paciente. A juíza destacou que o médico negligenciou suas responsabilidades ao não prestar o suporte necessário após a cirurgia.

Em sua defesa, o advogado do médico, Celso Papaleo, classificou a decisão como “inconcebível” e informou que irá recorrer.

Histórico de processos

Renato Tatagiba responde a diversos processos em outros estados, incluindo Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em alguns casos, ele já foi condenado por lesão corporal decorrente de supostos erros médicos.

Além da exposição criminal no caso de Shirian, o instrumento é alvo de uma ação cível e de uma investigação do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), que analisa sua conduta profissional. Outros processos envolvendo erros médicos continuam em andamento.

Com informações do Portal Metrópoles.

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