A Polícia Civil de São José dos Campos prendeu na última semana o suspeito pela morte de Erick Gonçalves de Paula, de 38 anos, ocorrida em 9 de outubro. Erick foi socorrido com traumatismo craniano, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no pronto-socorro da Vila Industrial.
Segundo o delegado Neimar Camargo, o jovem de 21 anos, considerado "experiente no mundo do crime", foi preso temporariamente. “Ele tem um histórico de violência doméstica, que mostra seu caráter agressivo, e também o tráfico de drogas”, disse o delegado em entrevista à TV Record.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.
O caso começou quando a Polícia Militar foi chamada para uma ocorrência de lesão corporal na Rua Madre Maria Gema de Jesus, no Parque Santa Rita. No local, os policiais encontraram vestígios de sangue, mas ninguém presente. Ao se dirigirem ao pronto-socorro da Vila Industrial, foram informados que Erick havia falecido devido a um traumatismo craniano.
De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por uma discussão entre Erick e o suspeito. Erick teria pedido R$ 10 ao jovem, antes de se encontrar com amigos. Na "Pracinha da Raia", onde o crime aconteceu, Erick teria agredido o suspeito, que em resposta arremessou um compactador de cimento artesanal na cabeça da vítima.
O Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) identificou manchas de sangue e o compactador no local do crime. Testemunhas relataram que a briga entre Erick e o suspeito já havia ocorrido na semana anterior, indicando um possível planejamento.
O jovem, natural de Lorena, estava jurado de morte e havia se mudado para São José dos Campos, onde se envolveu com o tráfico de drogas. Após o crime, ele teria tentado forjar sua própria morte com áudios e imagens enviadas a terceiros, para simular um acerto de contas do "tribunal do crime". Sem sucesso, ele se internou em uma clínica de reabilitação, onde foi preso pela polícia.
O suspeito permanece preso temporariamente por até 30 dias, mas a prisão deve ser convertida em preventiva durante audiência de custódia.
“Meu filho pequeno pergunta por ele todos os dias. Está muito difícil”, diz a mulher de Erick.