O Sindipetro (Sindicado dos Petroleiros) de São José dos Campos denunciou nesta terça-feira (8), um caso de xenofobia no interior da Revap (Refino Henrique Lage). Um ex-gerente do setor de Utilidades foi denunciado à ouvidoria da empresa por comportamento xenofóbico contra trabalhadores nordestinos durante uma reunião interna. Após uma investigação que incluiu entrevistas com as vítimas, testemunhas e análise das provas apresentadas, a denúncia foi confirmada.
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A confirmação do caso coincide com a celebração do Dia do Nordestino, data comemorada anualmente em 8 de outubro, dedicada a homenagear a cultura e a história da população nordestina.
Segundo comunicado da Revap, “as providências cabíveis foram adotadas” após a conclusão da apuração. No entanto, de acordo com o Sindicato dos Petroleiros, o ex-gerente, que foi alvo das denúncias, ainda ocupa um cargo de liderança na refinaria.
Detalhes do caso
A denúncia afirma que o gerente fez comentários discriminatórios contra funcionários que foram transferidos do Nordeste para a Revap, como parte de um processo de reestruturação. Em uma reunião, o gestor teria dito que os trabalhadores deveriam se adaptar rapidamente à nova unidade ou pedir demissão, além de ameaçar colocar em "regime administrativo" aqueles que entrassem em licença médica.
O Sindicato considera a postura da Revap incoerente com seu discurso de "liderança humanizada", que preza pelo bem-estar e saúde dos funcionários. "A empresa afirma adotar medidas contra comportamentos abusivos, mas a permanência do gerente em um cargo de liderança contraria esse compromisso", destacou um representante do sindicato.
Este não seria o primeiro episódio polêmico envolvendo o gerente. Segundo o Sindicato, ele já havia sido denunciado anteriormente por assédio moral contra um representante eleito da CIPA.
O Sindicato dos Petroleiros exige que a Petrobrás tome medidas mais severas em relação ao caso e reforce seu compromisso com o combate ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho. "Xenofobia é crime, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Basta de assédio!", concluiu o sindicato em nota.