CARREIRA

Cid Moreira começou na rádio Difusora de Taubaté com 15 anos

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Rede Globo
Cid Moreira na TV
Cid Moreira na TV

Cid Moreira nasceu em Taubaté em 29 de setembro de 1927 e morreu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Durante sua longeva carreira, ele foi jornalista, locutor e apresentador em atividade desde 1947. Foi o primeiro apresentador do Jornal Nacional e, segundo o Memória Globo, ele apresentou o programa cerca de 8 mil vezes.

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Cid começou na rádio Difusora de Taubaté, como contador, aos 15 anos de idade. Como sua voz era muito bonita e grave, foi convidado para ser locutor. Após formar-se contador, Cid transferiu-se para a Rádio Bandeirantes em 1947. Em pouco tempo viu seu salário ser aumentado de 1 500 cruzeiros para 2 600 cruzeiros, além de ter sido contratado como locutor oficial da campanha de Ademar de Barros (um dos proprietários da Bandeirantes) para as eleições estaduais em São Paulo, em 1947.

Em 1951, ele foi contratado por Gilberto Martins junto com Carlos Henrique e Nelson de Oliveira para a Rádio Mayrink Veiga. Ali permaneceu por 12 anos como um dos principais narradores até ser contratado pela TV Excelsior.

Narrou documentários para cinema, meio no qual também apresentou o noticiário semanal Canal 100 produzido por Carlos Niemeyer. Em 1955, atuou como ator no filme Angu de caroço, voltando ao cargo de narrador em 1958 no filme Traficantes do Crime.

Na época áurea do cinema, foi narrador dos jornais de cinema da maior parte dos estados brasileiros.

Apresentou, entre 1969 e 1996, o Jornal Nacional da Rede Globo, sendo um recordista como âncora que mais tempo esteve à frente de um mesmo telejornal. A última edição de Cid Moreira como âncora do Jornal Nacional ocorreu em 29 de março de 1996, ao lado de Sérgio Chapelin.

Em 1975, Cid Moreira narra o documentário Brasil: Ontem, hoje e amanhã, material de propaganda do governo comemorando os 11 anos de ditadura militar no Brasil.

Cid é célebre, também, pela gravação, feita em 2001, em áudio da Bíblia cristã na íntegra e em linguagem atual. Os CDs com sua locução alçaram 33 milhões de cópias. Aos 87 anos e 70 de carreira, Cid publicou o livro “Boa Noite”. O nome de sua biografia deve-se à sua frase "Boa Noite!", com a qual encerrava o Jornal Nacional, que ele apresentou cerca de 8 mil vezes.

Em 24 de abril de 2015, apresentou um bloco do Jornal Nacional junto com Sérgio Chapelin como uma forma de homenagem da Globo aos dois jornalistas, que por muitos anos apresentaram o programa, na semana de aniversário de cinquenta anos da Rede Globo. Eles chamaram a última da reportagem da série "50 Anos de Jornalismo da Globo" apresentado de 20 a 24 de abril dentro do programa.

Durante a Copa do Mundo de 2010, Cid gravou uma vinheta a ser exibida durante as reportagens do Fantástico e de programas esportivos da Rede Globo. A vinheta "Jabulaaani!", nome da bola Adidas Jabulani, é até hoje um sucesso em sites de vídeos.

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