A possível volta do Horário de Verão em 2024 tem gerado otimismo entre os comerciantes da região de Taubaté. Com mais horas de luz natural ao final do dia, o Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat) avalia que a medida pode impulsionar a presença de consumidores nas lojas, além de fortalecer o turismo em cidades da região.
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O debate sobre a retomada do Horário de Verão ganhou força nas últimas semanas, impulsionado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que recomendou o adiantamento dos relógios em uma hora após o segundo turno das eleições municipais. Apesar de não haver previsão de uma crise energética, a medida está sendo analisada pelo Ministério de Minas e Energia, em conjunto com outros órgãos, diante da seca e da escassez de chuvas em diversas regiões do Brasil.
O Horário de Verão foi extinto em 2019 após estudos indicarem que a economia de energia gerada pela medida era mínima. Para 2024, a projeção de economia é de cerca de R$ 400 milhões, um valor relativamente baixo em comparação com o tamanho do setor elétrico. No entanto, a medida ajudaria a reduzir o consumo de energia durante o pico noturno, aumentando a participação de fontes renováveis, como a solar e a eólica, e diminuindo a necessidade de acionar as usinas térmicas, que possuem custos de geração mais elevados.
“Com mais luz natural no fim do dia, os estabelecimentos podem estender seu horário de funcionamento, o que tende a atrair mais consumidores. Nas cidades turísticas da nossa região, isso pode ampliar o fluxo de turistas, que aproveitam as horas extras de sol para passeios e compras. Além disso, o dia mais longo pode incentivar os consumidores a sair de casa e fazer compras, já que eles se sentem mais dispostos e seguros para circular nas ruas”, disse Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.