Preso pela Polícia Militar de Jacareí nesta quinta-feira (29), o “matador de corretora” já foi o criminoso mais procurado pela polícia de São José dos Campos.
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Condenado a 21 anos de prisão pela morte da corretora de imóveis Valéria Fátima de Castro, brutalmente assassinada aos 25 anos, em 2015, Lucas de Lima Pinto, de 34 anos, foi preso na Rua Chiquinha Schurig, no Jardim Independência, por policiais militares da Força Tática.
Durante patrulhamento de rotina, os policiais abordaram Lucas e, ao verificar os antecedentes criminais, constataram que se tratava de um foragido da Justiça com um mandado de prisão em aberto.
A Polícia Civil procurava por Lucas desde que o caso foi solucionado pela equipe de Homicídios de São José, em 2015, em uma das investigações mais complicadas na qual o grupo trabalhou. Lucas é apontado como o mentor do crime brutal que tragou a vida da jovem corretora.
Lucas foi condenado pelo crime em 12 de fevereiro de 2020, por homicídio e destruição de cadáver. Ele chegou a ser o criminoso mais procurado de São José dos Campos.
Valéria foi morta em razão de desavenças relacionadas ao pagamento de comissão pela venda de imóveis. Na ocasião, ela foi morta e teve o corpo queimado para dificultar a identificação pericial.
Condenação.
Após as investigações, a Polícia Civil pediu a prisão de todos os quatro suspeitos envolvidos no crime, todos eram colegas de Valéria. Um deles foi preso em 15 de abril de 2015 e as duas mulheres em junho daquele ano. Lucas estava foragido desde que prestou depoimento aos investigadores, em março de 2015.
Em fevereiro de 2020, cinco anos após o crime, os acusados foram condenados pela Justiça, por meio de júri popular em São José.
As duas mulheres, que haviam sido inocentadas em sessão anterior, foram condenadas a dois anos e seis meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de ocultação de cadáver.
Réu foragido e que foi representado no julgamento por um defensor indicado pela Justiça, Lucas foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio e ocultação de cadáver.
O outro colega foi condenado em 2016, mas a pena inicial de 15 anos de prisão foi ampliada para 18 anos e oito meses após recurso do Ministério Público. Ele está preso desde 2015.