Foi o sistema de localização fornecido por uma seguradora que deu o sinal de um carro furtado em janeiro deste ano, um Ford Fiesta branco, que foi encontrado em um desmonte na zona sul de São Paulo.
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A empresa, credenciada junto ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), recebeu na última segunda-feira (29) ação de fiscalização do órgão, chamado a prestar apoio técnico à Polícia Militar, acionada para averiguar o caso pela empresa de seguros responsável pelo GPS do veículo.
Ao chegar ao local, a PM e os fiscais do Detran encontraram não apenas o carro que buscavam, mas outros dois veículos furtados, um Hyundai/HB20 e um Fiat/Siena, além da oferta de uma série de peças usadas que têm reutilização e comercialização proibidas por questão de segurança, como os sistemas de direção, suspensão e de freio.
O veículo procurado já estava com nova placa – não com a sua original – e parcialmente desmontado, sem motor, bancos e portas. A confirmação de que este e os outros dois veículos encontrados eram de fato furtados foi feita pelos fiscais do Detran, a partir da leitura do chassi dos automóveis e da busca por esses números no banco de dados do órgão.
Autuação.
O local foi autuado e lacrado, e os responsáveis foram encaminhados ao 16º Distrito Policial da Vila Clementino, na capital, onde foram indiciados pelo crime de receptação. A pena, segundo a lei, é de reclusão de um a quatro anos e mais multa. O desmonte ainda enfrentará um processo administrativo por parte do Detran, com possibilidade de pena máxima de suspensão das atividades.
O Detran informou que tem ampliado as operações contra irregularidades entre seus agentes regulados – as empresas credenciadas que prestam serviços à sociedade em nome do órgão.
Até o final de julho, foram mais de 4.300 atuações junto a bancas de exames de habilitação, centros de formação de condutores (autoescolas), desmontes e emplacadoras, entre outras companhias cadastradas junto à autarquia.
Trata-se de um aumento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em desmontes, as ações mais que triplicaram: foram contabilizadas 249 operações em 2023 contra 800 ações realizadas de janeiro a junho de 2024, um aumento de 220%.