Trinta e uma das 39 cidades do Vale do Paraíba estão vivendo sob uma seca severa ou moderada, em razão da falta de chuva. É o que mostra levantamento do Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). O número de cidades representa 80% dos municípios da região.
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Desse total, cinco municípios estão classificados na categoria de seca severa: Aparecida, Lavrinhas, Potim, Queluz e Silveiras – eles abrigam 75,4 mil habitantes.
Outras 26 cidades estão na categoria de seca moderada, como São José dos Campos, Jacareí, Caraguatatuba, Pindamonhangaba e Guaratinguetá.
O restante do Vale -- oito municípios -- foi classificado como de seca fraca, como Taubaté, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba e Caçapava.
Brasil.
Entre os 5.570 municípios brasileiros, segundo o Cemaden, 1.653 estão sob a classificação de seca entre extrema e severa, as mais altas da escala. Isso representa 30% das cidades do país. Outros 1.132 municípios estão sob seca moderada, 1.035 na categoria fraca e 1.750 foram classificados como normais.
O ano passado foi de recordes de calor e com chuva abaixo da média, reflexo do El Niño e do aquecimento dos oceanos. O fenômeno já acabou, mas seus efeitos continuam: os primeiros seis meses de 2024 foram de recorde de calor e a chuva ficou abaixo da média na maior parte do país, com exceção do Sul.
Como tudo está interligado, a falta de umidade pela seca que castigou a região Norte em 2023 tem um efeito cascata: a umidade que seria transportada para o resto do país deixou de existir. Com isso, a seca se alastrou.
Os estados mais afetados são Amazonas, Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Neles, todas as cidades estão sob alguma classificação de seca.
“A seca que estamos vendo é quase generalizada, afetando vários estados. Tivemos um início de ano com chuva muito abaixo da média do Norte ao Sudeste e isso nos trouxe um cenário pior do que o que vivemos no ano passado e as consequências já estão sendo vistas, desde o desabastecimento em algumas regiões até impactos no setor agropecuário”, disse Marcelo Zeri, pesquisador de secas do Cemaden, em entrevista ao G1.
No Sudeste, a situação mais crítica está em São Paulo e no Espírito Santo, estados em que todas as cidades foram classificadas com algum tipo de seca, de extrema a fraca.