ÁREA EM SÃO JOSÉ

Justiça suspende reintegração de posse na comunidade Menino Jesus

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Repórter Especial
Reprodução / PMSJC
Saída de moradores da comunidade Menino Jesus em 2015; na época, foram 74 famílias
Saída de moradores da comunidade Menino Jesus em 2015; na época, foram 74 famílias

A Justiça suspendeu nesta quarta-feira (3) a ordem de reintegração de posse da comunidade Menino Jesus, no bairro Chácaras Reunidas, na região sul de São José dos Campos. O terreno pertence a uma empresa de São Paulo.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.

Os moradores receberam uma intimação para deixar o local e a ordem deveria ter sido cumprida nesta quarta, com a participação da Polícia Militar.

No entanto, a Defensoria Pública de São José dos Campos entrou com uma petição e a Justiça concordou em suspender a reintegração e abrir uma mesa de negociação sobre o caso, como recomenda o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Não há prazo definido para acontecer a mediação.

“Havia uma ordem [para retirada] e fizemos a petição para a juíza, para instalar uma mesa de negociações. Existe uma recomendação do TJ que haja remoção de muita gente deve dar prioridade à negociação”, disse José Luiz de Almeida Simão, defensor público de São José.

“A juíza concordou e suspendeu a reintegração enquanto não for instalada essa mesa de negociação, que não tem prazo. Mas não deve demorar.”

De acordo com a Defensoria Pública, mais de 200 famílias vivem na comunidade Menino Jesus, que é um terreno particular reocupado por pessoas sem teto.

O local já havia sido ocupado em 2014 e, no ano seguinte, após acordo entre a Defensoria e a Prefeitura de São José dos Campos, as famílias foram realocadas em unidades habitacionais do município.

No entanto, o proprietário da área nada fez no terreno e o local voltou a ser ocupado por famílias sem-teto, que agora procuraram a Defensoria Pública.

Segundo Simão, a mesa de negociação deve reunir as partes interessadas, a Defensoria, a Justiça e contar com instituições convidadas, como a prefeitura e o governo estadual.

“Vamos criar uma estratégia para os moradores. Há dificuldades por ser área particular e é, de fato, uma reocupação da área. Não fazemos milagres. Tentar conseguir uma saída negociada e amparada dos moradores”, afirmou o defensor público.

Comentários

Comentários