INTERNACIONAL

Quadrilha internacional que atua no Vale desviou R$ 10 milhões

Por Leandro Vaz | Jacareí
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Divulgação/PF
Policial federal durante operação
Policial federal durante operação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (28), uma megaoperação chamada Redescobrimento, para desarticular um organização criminosa de nível internacional, que aplica golpes, principalmente, em clientes de bancos portugueses. Uma pessoa, que não teve a identidade revelada, foi presa em Jacareí e atuava no grupo. Os criminosos internacionais teriam desviado cerca de R$ 10 milhões de contas bancárias dos clientes. A investigação foi conduzida pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal.

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Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em Fortaleza (CE), Imperatriz (MA), Gurupi (TO), Jacareí (SP), São Bernardo do Campo (SP), Caraguatatuba (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Vila Velha (ES) e Brasília (DF). Ordens de bloqueios de bens e valores também foram autorizados pela Justiça.

“As investigações foram iniciadas a partir de informações fornecidas pela Polícia Judiciária de Portugal, por meio da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), coletadas no âmbito da Operação Vera Cruz conduzida naquele país. A cooperação policial com as autoridades portuguesas e a cooperação jurídica internacional mantida entre Brasil e Portugal foram essenciais para o avanço das investigações do Brasil. As investigações ainda tiveram apoio da Financial Crime and Anti-Corruption Centre (IFCACC) da INTERPOL”, disse a PF.

A PF identificou uma estrutura especializada em fraudes bancárias. Havia membros que responsáveis pela invasão dos dispositivos eletrônicos das vítimas para obtenção dos dados bancários, que aplicavam técnicas como a criação de sites e telas similares de aplicativos de bancos portugueses. Outros enviavam mensagens em SMS e ligações telefônicas.

“A divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa revelou também a existência de pessoas com a função especializada de realizar ligações telefônicas, com sotaque do idioma português falado em Portugal, para convencimento das vítimas portuguesas a fornecer dados relevantes ou adotar alguma conduta que permitisse a obtenção de dados sigilosos”, disse a PF.

Os valores tirados das contas bancárias eram desviados para contas abertas em nomes de ‘laranjas’ em Portugal. Depois os valores eram trazidos para o Brasil. Após o dinheiro chegar, o grupo lavava os valores em fraudes por investimentos de criptomoedas.

São investigados os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro.

Além do preso em Jacareí, também foram presas duas pessoas em Fortaleza, uma em Imperatriz, outra em Gurupi, e uma em São Bernardo do Campo.

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