DECLARAÇÃO DE AMOR

‘Vamos até o fim’, disse Suely meses antes de ser morta no Vale

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Redes Sociais
Suely e Emanuel em foto publicada nas redes sociais
Suely e Emanuel em foto publicada nas redes sociais

Declaração de amor sincera, para toda a vida: “Vamos até o fim”.

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Essa foi a postagem de Suely Luzia Lopes, 40 anos, sobre o marido, a quem declarava seu amor. A publicação foi feita nas redes sociais quatro meses antes de ela ser morta em Cruzeiro.

Emanuel Ferreira Bulhões Fernandes, 40 anos, foi preso em flagrante pela morte da mulher, segundo a Polícia Militar. Ele foi preso por homicídio qualificado e feminicídio, também por violência doméstica e familiar, e encaminhado para a cadeia pública de Cruzeiro.

O caso ocorreu às margens da Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-52), trecho do bairro Jardim Imperial, em Cruzeiro. A mulher foi encontrada caída no solo pela Polícia Militar, com sangramento excessivo na região da cabeça. A morte da dona de casa foi constatada no hospital.

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de Suely ter sido atropelada. Acompanhado pelo advogado, um homem se apresentou à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Cruzeiro e disse ter atropelado "algo" na noite de terça-feira, na estrada Avelino Júnior, mas não soube dizer o que era. A polícia busca descobrir se Suely já estava morta quando foi atingida pelo carro.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Em meados de janeiro, após celebrarem o casamento, Suely escreveu nas redes sociais uma declaração de amor a Emanuel: “Momôzin, vamos fazer assim. Eu cuido de você, você cuida de mim”.

E completou a mulher apaixonada: “Não desisto de você e nem você de mim. Vamos até o fim”. Mas a realidade levou a vida do casal para um abismo de violência.

Numa das últimas fotos com os dois juntos, também divulgada nas redes, em 3 de fevereiro, Suely foi direta: “Te amo Emanuel Bulhões Fernandes”.

Vinte dias depois dessa publicação, Suely registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica e ameaça contra Emanuel. Ela obteve medida de protetiva de urgência.

Em 13 de março, após supostas agressões e ameaças, ela registrou um segundo boletim de ocorrência por descumprimento da medida protetiva. No entanto, nenhuma lei, providência judicial ou declaração de amor foi capaz de evitar que Suely fosse morta. O marido é o principal suspeito.

Também nas redes sociais, amigos e conhecidos de Suely lamentaram a morte dela e se indignaram com a situação de violência que ela sofria.

“Essas medidas protetivas não servem para nada, as leis não protegem ninguém, principalmente mulheres”, escreveu uma internauta. “Não acredito! Foi minha vizinha, crescemos juntas”, disse outro comentário.

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