Apaixonado pela namorada e por motos.
O motoboy Pedro Henrique Gimenes Lopes, 25 anos, morto em um acidente em São José dos Campos, era um homem que trabalhava duro para conquistar os seus sonhos, de acordo com o relato de amigos e familiares. Amante da liberdade, o jovem amava a profissão e morreu enquanto cumpria o seu dever, quando se dirigia para uma entrega. A morte trágica de Pedro emocionou a categoria, que prestou uma homenagem durante o sepultamento.
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Além das declarações de amor à namorada, Thamires Cristiele, Pedro amava o que fazia e, segundo o irmão, sonhava um dia conseguir, graças ao trabalho de sol a sol, comprar uma moto mais possante, uma Hornet. Para isso, dava duro, fazendo entregas em São José, na região e trabalhando até mesmo na capital.
Irmão de Pedro, o tatuador Markinho Gimenes afirmou que as "pessoas boas vão embora mais cedo" e que Pedro era um jovem da paz, que não brigava com ninguém e adorava estar com os companheiros de profissão.
Como ele era muito querido, a despedida de Pedro atraiu uma multidão. "Tenho certeza que ele está pulando de alegria, toda essa galera foi por você irmão, e assim como você é querido aqui, Deus já me disse que você está em boas mãos e sendo querido aí no paraíso também, é o mínimo que você merece. Nós te amamos", postou o irmão após o enterro.
Markinho contou que os próximos dias serão “uma barra para a família” em razão de a missa de sétimo dia de Pedro cair no Dia das Mães, além de aniversários que ocorreram há pouco tempo. “Vai ser um momento que não via sair da nossa cabeça. Hoje é aniversário da minha irmã, sexta foi o meu e nos dias 1ª e 2 de março foi o do meu pai e o dele [Pedro]. A missa de sétimo dia via cair no Dia das Mães. Vai ser uma barra para a família.”
Apaixonado por motos, Pedro havia comprado a primeira moto zero quilômetro há quatro anos, com uma celebração nas redes sociais: “Mais um sonho realizado, minha primeira moto 0KM”, escreveu ele em janeiro de 2020, ao lado do veículo vermelho.
Markinho contou que ele vinha guardando dinheiro para realizar o sonho de ter uma moto mais possante. Para tanto, ele trabalhava como entregador por aplicativo, fazia entregas para bares da cidade e ainda trabalhava fora da região, como na capital. “O maior sonho dele era conquistar uma moto possante, uma Hornet. Ele saía de São José para trabalhar em São Paulo, até debaixo de chuva, para juntar o dinheiro e comprar a moto, mas infelizmente ele não conseguiu, mas ele batalhou muito”, afirmou o irmão.
“Ele tinha uma namorada e era um cara da liberdade, de montar na moto e sair para rua. Infelizmente, foi uma fatalidade [o acidente] e creio que as pessoas boas vão mais cedo. Mas é preciso conscientizar os motoboys para a galera tomar cuidado e os carros para sempre olharem em volta”.