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‘É desesperador saber que o assassino do meu filho está solto’, diz mãe de MC Bakka

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
MC Bakka foi assassinado em Ubatuba, aos 39 anos
MC Bakka foi assassinado em Ubatuba, aos 39 anos

Maria Helena de Souza, 58 anos, enfrenta um período angustiante logo após a tragédia de perder o filho Bruno César Antunes de Souza aos 39 anos. Conhecido como MC Bakka, ele foi assassinado em Ubatuba na frente do filho de 6 anos, no dia 2 de março deste ano.

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Prestes a completar dois meses do crime, o paradeiro do assassino segue uma incógnita, para desespero de Maria Helena.

“Sei que uma hora vai acontecer [de o assassino ser preso], mas é muito angustiante. É desesperador saber que o assassino do meu filho está solto”, disse a mãe.

A Polícia Civil já não tem mais dúvidas de quem matou a tiros MC Bakka. “Fizemos as investigações e chegamos ao nome do autor do crime”, disse o delegado Albertino Gonçalves Neto, que comanda as investigações em Ubatuba.

Segundo ele, a polícia fez a representação do caso e pediu a prisão temporária de Augusto Gabriel Judic Borelli, 32 anos, vendedor ambulante e principal suspeito de ter matado MC Bakka.

“Já realizamos diligências em alguns lugares na região para a captura dele, mas ainda sem êxito. Ele encontra-se foragido. Agora é prendê-lo para saber a motivação do crime”, afirmou o delegado.

Como informou OVALE, a polícia fez buscas por Borelli em Taubaté, na casa de parentes. A operação teria averiguado a casa dos pais, de uma tia e de uma ex-esposa do suspeito, que segue foragido.

Maria Helena contou que familiares e amigos têm divulgado a foto do suspeito na internet, para aumentar a chance de ele ser encontrado. Até agora, contudo, nenhuma pista.

“A gente está tentado divulgar onde é possível e também mandar mensagem para várias pessoas, para ver se conseguimos localizar essa pessoa. O caso não pode ficar no esquecimento”, afirmou a mãe de Bakka.

“É tão complicado para a gente, tão doloroso, mas eu tenho esperança ainda de que ele vá ser preso. Quanto mais a gente conseguir divulgar [a foto do suspeito] creio que aumenta a chance de ele ser descoberto. Vou relembrando a história”, afirmou.

COMO FOI O CRIME

Bakka conheceu Borelli quando se mudou para Ubatuba, com a intenção de trabalhar nas praias, há cerca de quatro anos. Eles se conheceram nesse trabalho e chegaram a dividir uma moradia.

“Eles passaram a dividir essa casa. Mas com o tempo, o Augusto passou a levar a mulher para casa, e as coisas (comidas) passaram a sumir. Aí meu filho decidiu sair”, disse Maria Helena.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, Bakka teria trocado mensagens com Borelli, para o qual supostamente devia dinheiro. Bakka estava decidido a voltar para São José dos Campos e deixar o Litoral Norte. Ele já tinha conseguido um novo emprego em São José.

No sábado, 2 de março, ele desceu para Ubatuba para entregar a casa que havia alugado há menos de um mês. Levou a mulher e o filho. Ele ainda comprou tintas para pintar a casa antes de entregá-la.

Por volta de 21h, depois de passear pela praia e de comer uma pizza com a família, Bakka ficou acordado com o filho enquanto a mulher foi dormir. Nesse momento, o amigo de Bakka chegou e eles foram conversar na frente do portão da residência. O filho de 6 anos estava com Bakka.

Após conversarem, Bakka se despediu do amigo e se voltou para entrar na casa. Foi quando o homem sacou uma arma e atirou em Bakka, o atingindo nas costas. O filho gritou pela mãe.

“Ele caiu e meu neto que estava do lado começou a gritar. Foi quando a mãe levantou e veio e o Bruno estava caído no chão, e o cara já tinha fugido”, disse a mãe. “Tudo que a família quer é ver esse homem preso. Esperamos que ele seja encontrado e que a justiça seja feita”.

Augusto Gabriel Judic Borelli é procurado pela polícia
Augusto Gabriel Judic Borelli é procurado pela polícia

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