ILHADOS

Casal do Urbanova, em São José, vive drama em navio ‘preso’ na Espanha

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Da redação
Reprodução
Navio está parado em Barcelona
Navio está parado em Barcelona

Um casal de advogados de São José dos Campos vive um drama do outro lado do Atlântico. De férias, Walter Pastorello e sua mulher Katia, que moram no bairro Urbanova, estão retidos em um navio transatlântico no porto de Barcelona, na Espanha. O que era para ser uma viagem tranquila acabou se transformando em problema para os dois e outros cerca de 1,5 mil passageiros a bordo do MSC Armonia.

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Em conversa com OVALE, Walter contou os poucos detalhes que tem. “Estávamos parados aqui desde ontem (terça-feira) sem poder sair. Agora há pouco, por volta das 16 horas (11 horas no Brasil), é que conseguimos sair do navio. Nos deram até às 2 horas da manhã para voltar para o navio”, disse.

O problema, segundo o advogado, é a presença de um grupo de 69 bolivianos que está a bordo do navio sem vistos. A história foi revelada pelo jornal El País, um dos maiores e mais influentes da Espanha. De acordo com a publicação, o grupo estaria viajando com vistos falsos. “A informação é muito escassa”, diz Walter. “As irregularidades na documentação dos passageiros, entre eles, 14 menores de idade, foram descobertas durante a viagem”, diz a reportagem do El País.

A viagem do transatlântico começou no Porto de Santos no dia 17 de março e passou pelo Rio de Janeiro, Maceió e cruzou o oceano chegando à Europa no dia 28 de março nas Ilhas Canárias. Depois passou por outros portos europeus até atracar em Barcelona, na terça-feira (2). “Não tem cabimento ficarmos presos aqui”, desabafa Walter. Ele acredita que o caso poderia ter sido descoberto já nas águas da Espanha, em Málaga.

Segundo o jornal El País, as autoridades espanholas negaram o desembarque dos bolivianos e não permitem que o cruzeiro siga viagem. A rota do Armonia passaria ainda por Ajaccio (França), Civitavecchia (Itália), Messina (Itália), Corfú (Grécia), Dubrovnik (Croácia terminaria a viagem em Venezza (Itália). “Agora não sabemos o que vamos fazer”, disse Walter.

“Estamos presos aqui, juntos com os bolivianos. Não entendemos por que não nos deixam viajar, sair para ver a noite em Barcelona”, disse Rafael Kondlatsch, quem mora no Brasil, em relato ao El País. A entrevista aconteceu antes da decisão de deixarem os viajantes saírem do navio.

Os 69 bolivianos teriam sido separados dos demais viajantes do cruzeiro. Equipes da polícia espanholas cercam o navio. A companhia MSC teria anunciado atraves de recados via caixas de som que iria oferecer voos gratuitos para transportar quem quisesse seguira até Roma. Segundo apuração do El País, também foi garantido que irão compensar os clientes e que devem oferecer linhas de crédito para futuros cruzeiros.

O Corpo Nacional de Polícia estuda agora a responsabilidade da MSC, que segundo as autoridades espanholas, sabia que os passageiros não possuiam a documentação necessária para entrar na Espanha. Os moradores de São José dos Campos, Walter e Catia devem aguardar no navio os desdobramentos do problema. “Nós vamos seguir aqui e ver o que vai acontecer. Depois de desembarcar em Veneza, ainda devemos ficar na Itália mais 10 dias”, disse Walter.

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