Mauricio de Castro e Silva Filho, 34 anos, o ‘Tinho’, de São José dos Campos, está acostumado a enfrentar o tempo, principalmente os minutos e segundos de uma volta no autódromo. Piloto de motovelocidade, ele disputava corridas para superar outros competidores e se tornar o mais rápido da pista.
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Tinho agora enfrenta a batalha mais dura da vida, uma corrida contra o tempo para voltar a andar. Ele caiu de moto enquanto treinava numa estrada em Jambeiro, em 24 de fevereiro, e desde então não consegue mais andar.
O piloto perdeu a direção do veículo numa curva da estrada, caiu há mais de três metros em um barranco e foi arremessado contra uma pilastra de concreto de uma cerca. Ele quebrou a coluna, as costelas e vértebras.
A boa notícia é que não houve rompimento completo da medula, o que aumenta a chance de Tinho voltar a andar. O prazo dado por um médico é de até dois anos para recuperar o movimento das pernas.
“A gente se agarra nisso. Um médico disse que ele tem dois anos para fazer de tudo para voltar a andar. Depois é a sequela”, disse Ellen Carvalho, 35 anos, mulher de Tinho.
TRATAMEMTO EM SP.
Ela contou que descobriu um médico em São Paulo cuja clínica tem mais recursos para tratar casos como o do piloto joseense. Ele será levado à capital assim que conseguir entrar em um carro, o que não é possível no momento em razão da lesão e da sua mobilidade reduzida.
Ellen contou que o marido sempre foi ligado aos esportes. Ele tem muitos amigos e sempre estava jogando bola e treinando em academia. Tinho trabalha como autônomo e mirava a motovelocidade como uma possibilidade profissional. O sonho não morreu de vez, mas está mais distante.
“Ele sente muitas dores, passa o dia em uma cama de hospital que adaptamos no nosso apartamento e só senta na cadeira de rodas para tomar banho. É uma situação muito complexa”, afirmou a mulher.
Ellen conta com a força de vontade do marido para que ele consiga se recuperar plenamente, mesmo depois de uma longa e dolorosa batalha. “Sonho em ver meu marido recuperado. Parece que estou vivendo um pesadelo”.
VAQUINHA.
Para dar conta dos gastos com o tratamento, que passam de R$ 3.000 por semana, a família lançou uma vaquinha on-line para arrecadar dinheiro e financiar a recuperação do piloto. A meta é levantar R$ 300 mil na campanha.
“A vaquinha é para ajudar com os gastos na semana e as medicações, que são bem caras. Tenho esperança que as pessoas se sensibilizem com a história dele. Ele tem muitos amigos e é muito querido”, disse Ellen.
Até as 18h desta segunda-feira (1º), a vaquinha virtual havia arrecadado R$ 21,1 mil com 275 apoiadores, apenas 7% da meta. Quem quiser ajudar na recuperação e no tratamento de Tinho, CLIQUE AQUI.