SEXTA-FEIRA SANTA

Encenação da Paixão de Cristo em Aparecida pede reflexão sobre as palavras de Jesus

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Santuário Nacional
Encenação da Via Sacra no Santuário Nacional de Aparecida
Encenação da Via Sacra no Santuário Nacional de Aparecida

A cerimônia da Sexta-feira da Paixão recorda a morte de Jesus Cristo, seu mistério de dor e sofrimento. Antes de morrer na cruz, Jesus proferiu as suas últimas palavras, no Monte Calvário.

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O Santuário Nacional de Aparecida celebrou nesta sexta-feira (29), às 12h, o Sermão das Sete Palavras de Jesus na Cruz. O momento foi presidido no altar central da Basílica pelos padre Ferdinando Mancílio, prefeito de Igreja, e pelo irmão André Luiz, diretor da Academia Marial. A meditação contou com encenações da Paixão e Morte de Jesus.

“As palavras de Jesus se transformam num convite profundo de reflexão e recolhimento, em que devem ser um questionamento para cada um dia de nós, pois mesmo na dor, Ele não poupou a própria vida por amor a nós”, disseram os religiosos.

MEDITAÇÕES

“Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem”


O perdão - Desde o início de sua vida pública, outra coisa Jesus não soube fazer senão perdoar. Quando rezamos o Pai-nosso, dizemos: “Perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Perdoar é a verdade de Cristo, vivida por Ele no alto da Cruz, e que deve estar enraizada em nosso coração.

“Hoje estarás comigo no paraíso”

A conversão - Só um Deus que ama até o fim pode mesmo até o fim dar a salvação àqueles que lhe suplicam. Esta é a hora da conversão. Ao alcance de todos está a misericórdia do Senhor. Cremos no paraíso e na verdade de Cristo. E por isso podemos já fazer da terra o céu, se agora já vivermos no amor, na misericórdia e na compaixão.

“Mulher, eis teu filho. Eis tua mãe”

O acolhimento - Antes Maria ouviu o anúncio do Pai por meio do anjo Gabriel. Agora é seu próprio Pai quem anuncia a Maria: “Mulher, eis teu filho”. Por isso, acolher Maria é acolher seu próprio Filho, sua Palavra, sua Verdade. É ser verdadeiramente o Povo da nova e eterna Aliança.

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

O abandono - Deus nos faz experimentar a solidão, para que descubramos que não nos é possível viver sem Ele. As palavras de Cristo são palavras de confiança, e Ele sabe que o Pai não o abandonará. Jesus, nessas palavras, manifesta seu amor-confiança no Pai. A nós Ele ensina que Deus não nos abandona jamais.

“Tenho sede!”

O sofrimento - Cristo está no alto da cruz. Sofre as dores do martírio. Está lá pela sua fidelidade ao projeto do Pai, projeto de amor infinito. A humanidade o rejeita, mas Ele continua fiel. Podemos dizer que o Cristo continua a ter sede. Sede de ver nossa humanidade vivendo os valores do Reino: Justiça, Fraternidade, Misericórdia, Compaixão, Docilidade, Amor até o fim. A sede de Deus é que as nações acolham sem reservas a verdade do Reino, e haja paz e respeito entre os povos.

“Tudo está consumado!”

A fidelidade - Eis as últimas palavras de Cristo. Não houve hesitação em sua fidelidade. De seu corpo macerado saíram sangue e água. O sangue é a vida doada até o fim, a água é a vida que nasce do Espírito Divino para toda a humanidade. Como pode um Deus, diante de tamanha ingratidão humana, continuar a oferecer para nossa humanidade a vida e a salvação? Só um Deus que ama até o fim pode fazer assim.

“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”

O compromisso - Aquele que passou fazendo o bem entregou sua vida ao Pai. Jesus sofreu o fim dramático estabelecido pelos homens que continuaram a dizer não. Jesus é sepultado numa sepultura dentro de um jardim, relembrando-nos que o desejo de Deus para que vivamos num paraíso continua. A ressurreição de Cristo é a nova criação de nossa humanidade. Portanto, as palavras finais de Cristo nos chamam a restabelecer nossa consciência de compromisso com a vida e com o Reino.

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