Em três dias, três mulheres foram assassinadas no Vale do Paraíba, região mais violenta do interior do estado desde 2010.
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Um dos casos mais trágicos foi o da técnica de enfermagem Elda Mariel Aquino Fortes, 29 anos, encontrada morta dentro de casa em Lorena, no último sábado (16). A própria mãe encontrou a filha assassinada. Elda deixou dois filhos.
O principal suspeito do feminicídio é o ex-namorado dela, que não teria aceitado o fim do relacionamento com Elda. Ele está sendo procurado pela polícia.
Na noite de terça-feira (19), duas mulheres foram assassinadas nas cidades de Potim e Cruzeiro. As vítimas foram uma proprietária de bar de 53 anos e uma mulher de 28 anos, respectivamente. Em Cruzeiro, a mulher foi baleada com o namorado, que também foi ferido. Ambas as mulheres levaram tiros na cabeça.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.
Os casos da região engrossam os números da violência contra a mulher no estado de São Paulo, que registra, em média, 19 mulheres vítimas de feminicídio por mês nos últimos 12 meses.
Nesse período, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2024, o estado acumulou 226 casos de feminicídio, de acordo com dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo. Trata-se de aumento de 23% na comparação com igual período anterior, que teve 184 óbitos registrados.
Desse total de feminicídios em São Paulo, 137 óbitos ocorreram no interior, região com aumento percentual acima da média estadual: 27% ante as 108 mortes do período anterior.
CRIMES.
E não foi só. Os casos de tentativa de homicídio contra mulheres cresceram 44% no interior na mesma comparação, de 270 para 388. Os maus tratos passaram de 310 para 542 registros, alta de 75% em 12 meses.
Também subiram os casos de estupro consumado (19,5%), estupro de vulnerável consumado (5,6%) e de outros casos contra a dignidade sexual (71,5%). Já os registros de tentativa de estupro caíram 13,7% nos crimes gerais e 29% nos envolvendo vulneráveis.
Em entrevista exclusiva ao jornal OVALE, o governador de São Paulo em exercício, Felicio Ramuth (PSD), disse que o número de ocorrências de violência contra a mulher cresceu em razão da maior quantidade de denúncias feitas às autoridades policiais.
Mesmo assim, ele admitiu que é preciso trabalhar para reduzir a violência contra a mulher, e que o governo estadual está empenhado nesse caminho.