O número de mulheres no estado de São Paulo alcançou 23,1 milhões na população, representando mais da metade dos paulistas (52%) e 21% em relação à população feminina brasileira. Ou seja, um quinto de todo contingente de brasileiras é formado por mulheres paulistas.
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O levantamento faz parte do ‘Perfil da Mulher no estado de São Paulo’, estudo feito pela Fundação Seade e que traça um panorama da população feminina paulista, a partir de dados demográficos, de escolaridade, trabalho e renda.
No Vale do Paraíba, segundo dados do Censo 2022, as mulheres representam 51,39% da população, com 1,28 milhão no total de 2,50 milhões de moradores da região. Os homens são 1,21 milhão e 48,6%.
Em 2023, de acordo com o Seade, as mulheres negras (pretas e pardas) representaram 40% do total de mulheres no estado de São Paulo. Esse percentual era de 37% em 2021.
A idade média das mulheres paulistas foi de 39,1 anos, sendo que em municípios do noroeste e do litoral paulista essa idade superou 40 anos.
No ano passado, cidades como Canitar (33,3 anos) e Bom Sucesso de Itararé (33,6 anos) apresentaram as menores idades médias, enquanto Turmalina (47,6 anos) e Águas de São Pedro (48,1 anos) registraram as maiores, sinalizando um intervalo de variação de cerca de 15 anos entre os municípios paulistas.
MÃES PAULISTAS.
Entre as paulistas que foram mães em 2021, 77% eram naturais de São Paulo. A porcentagem restante ficou distribuída entre mulheres naturais da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Paraná e outros países, sendo o principal deles a Bolívia.
Em um comparativo entre os anos de 2010 e 2021, a faixa etária dessas mães reduziu entre as mulheres abaixo de 34 anos e aumentou entre as que têm mais de 35 anos, correspondendo a 21% dos nascidos vivos do estado.
“Esse dado indica um adiamento na maternidade em relação à década passada. Além disso, diminuiu a gravidez entre as jovens de 15 a 19 anos, sendo que 33 em cada mil adolescentes tiveram filhos em 2021, que corresponde a cerca de 9% dos nascidos vivos do estado”, disse Lúcia Mayumi Yazali, pesquisadora da Fundação Seade.
ESCOLARIDADE.
Em relação ao nível de escolaridade, 37% das paulistas com 25 anos ou mais concluíram o ensino médio e 26% o ensino superior em 2023. No comparativo com os homens, elas estão à frente nas faixas etárias até os 64 anos, sendo que o intervalo de 25 a 34 anos apresenta a maior diferença: 35% das mulheres completaram o ensino superior ante 26% dos homens.
No ano passado, 25% das mulheres de 18 a 24 anos estavam dentro do grupo conhecido como "nem-nem" (nem estudavam nem trabalhavam). O dado apresentou uma sensível melhora, considerando que, no ano de 2021, as jovens que estavam nessa situação correspondiam a 31% do total nessa faixa etária.
TRABALHO E RENDA.
No quarto trimestre de 2023, as mulheres paulistas representaram 31% dos empregadores (308 mil) e 37% dos trabalhadores por conta própria. Entre as empregadoras, 258 mil (84%) têm empreendimento formal. Mas 884 mil trabalhadoras (41%) por conta própria também formalizaram sua atividade.