MISTÉRIO

'Quero descobrir de onde eu vim': Selma faz investigação para achar a mãe em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Redes Sociais
Selma Silva nasceu em São José dos Campos em 1977
Selma Silva nasceu em São José dos Campos em 1977

Um mistério intriga Selma Silva há 47 anos, idade que ela completa nesta quarta-feira (6): quem é a sua mãe biológica?

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Selma nasceu em 6 de março de 1977 no então Hospital Maternidade Marina Glória, em São José dos Campos, que veio a dar origem ao Hospital Pio 12, na zona norte da cidade.

Naquela época, a mãe biológica de Selma deu à luz na maternidade e o bebê foi entregue rapidamente para adoção. Tanto que a certidão de nascimento de Selma traz o nome dos seus pais adotivos, e nenhuma informação sobre a mulher que lhe trouxe ao mundo.

ADOTADA.

Selma disse que soube que era adotada aos 7 anos de idade, quando a mãe lhe contou. A mulher também lhe disse que não a deixaram conhecer a mãe biológica, que as duas não se encontraram no hospital.

“Tinha uma senhora no bairro em que eu morava que era funcionária do Pio 12 e levou um recado de uma freira do hospital para a minha mãe adotiva, que tinha perdido uma filha e entrou na fila da adoção. Ela foi ao hospital e de lá saiu comigo nos braços. Ela disse que as irmãs não a deixaram ver a mãe biológica, e vive-versa. Eu estaria ali [no hospital] já há uns quatro dias. É o que ela me contava”, afirmou Selma.

Mãe de cinco filhos e avó de um neto de 3 anos, Selma mora em Conceição dos Ouros (MG) e recomeçou a busca pela mãe adotiva há cerca de dois anos. Ela trabalha como operadora de caixa em um supermercado.

SONHO.

“Meu sonho é descobrir quem é minha família, e essa busca tem sido uma dor irreparável. Vou completar 47 anos sem saber meu nome de origem e sem ideia de minha história. Talvez eu tenha irmãos e nem sei deles. Quero descobrir de onde vim”, afirmou.

“Resolvi postar nas redes sociais sobre meu caso e até apareceu uma mulher de Alagoas que disse ser minha mãe, mas a história dela não está batendo. Estou fazendo até terapia porque quero descobrir, quero saber”, contou Selma.

A única informação que ela tem é que a mãe biológica a deixou com as freiras do hospital para que fosse adotada. Ela ainda não conseguiu nenhuma informação sobre essa misteriosa mulher.

COLABORAÇÃO.

“A esperança é o hospital se manifestar para me ajudar. Tem que ter o nome das mães que tiveram filhos no dia em que eu nasci. Ela deu entrada no hospital e tem que ter o prontuário dela [da mãe biológica] e o meu no Pio 12”, disse Selma.

O motivo da busca, segundo ela, não é destratar sua mãe adotiva, que lhe criou por toda a vida, mas sim conhecer sua origem e descobrir se tem irmãos e irmãs – Selma é filha única do casal adotivo. “Não sei explicar direito o motivo dessa busca. É uma dor que carrego comigo”, definiu Selma.

“Não a julgo [a mãe biológica], porque naquela época era muito difícil criar filhos mesmo. Uma mulher solteira com filho sofria preconceito. Eu quero saber o que aconteceu, se tenho irmãos ou irmãs. Sou filha única da minha mãe adotiva. É um direito meu saber a informação. Não é falta de amor. Não vou trocar de mãe”, afirmou.

Comentários

1 Comentários

  • FRANCINI BARTOLETTO DI MARIN 06/03/2024
    Foi uma adoção irregular, pois a adoçao via jusjtiça, o processo ficar arquivado no Fórum. Espero que de tudo certo para essa moça e possa entender suas origens. Sou mae solo e posso te dizer que a situação de mae solteira ainda continua de muita luta, preconceito e sofrimento, nao mudou nada dos anos 70 até os dias de hoje, somos muito julgadas,