Selma Silva completa 47 anos de vida nesta quarta-feira (6), com uma celebração em Conceição dos Ouros (MG), onde mora. Ela tem cinco filhos e um neto de 3 anos, que representam o futuro da sua família.
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Seu maior presente, contudo, está no passado. Ela quer descobrir quem é a sua mãe biológica, a mulher que lhe trouxe ao mundo em 6 de março de 1977, no então Hospital Maternidade Marina Glória, que daria origem ao Hospital Pio 12, na zona norte de São José dos Campos. Dessa mulher, Selma não sabe nem o nome.
“A esperança é o hospital se manifestar para me ajudar. Tem que ter o nome das mães que tiveram filhos no dia que eu nasci. Ela deu entrada no hospital e tem que ter o prontuário dela [da mãe biológica] e o meu no Pio 12”, disse Selma.
“Meu sonho é descobrir quem é minha família, e essa busca tem sido uma dor irreparável. Vou completar 47 anos sem saber meu nome de origem e sem ideia de minha história. Talvez eu tenha irmãos e nem sei deles, Quero descobrir de onde vim”, completou.
Selma trabalha como operadora de caixa em um supermercado e, há dois anos, resolveu retomar a busca pela mãe biológica. Ela já havia feito tentativas no passado, todas frustradas Agora ela conta com a força das redes sociais e expôs seu caso em um perfil do Facebook.
“Resolvi postar nas redes sociais e até apareceu uma mulher de Alagoas, que disse ser minha mãe, mas a história dela não está batendo. Estou fazendo até terapia porque quero descobrir, quero saber”, contou Selma, ansiosa por descobrir o paradeiro da mãe.
Ela garantiu que não se trata de dar às costas para a mãe adotiva, que saiu com ela nos braços do hospital assim que Selma nasceu e a criou com todo amor e carinho. Mas de ganhar outra mãe, de saber a verdade sobre a sua origem.
“Não sei explicar direito o motivo dessa busca. É uma dor que carrego comigo”, definiu Selma.
“Não a julgo [a mãe biológica], porque naquela época era muito difícil criar filhos mesmo. Uma mulher solteira com filho sofria preconceito. Eu quero saber o que aconteceu, se tenho irmãos ou irmãs. Sou filha única da minha mãe adotiva. É um direito meu saber a informação. Não é falta de amor. Não vou trocar de mãe”, afirmou.
Selma disse que, no passado, chegou a ouvir de algumas pessoas que a mãe biológica tinha mais filhos, portanto ela deve ter irmãos ou irmãs em São José. "Esse é meu maio sonho. Encontrar a minha família de origem".