ABRIGADOS EM RISCO

VÍDEO: Moradores voltam a reclamar de infestações de escorpiões em abrigo de Taubaté

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Em um vídeo enviado ao OVALE é possível ver um escorpião ao lado das camas onde quatro pessoas dormem
Em um vídeo enviado ao OVALE é possível ver um escorpião ao lado das camas onde quatro pessoas dormem

Um mês após a primeira denúncia, os moradores do abrigo municipal para pessoas em situação de rua de Taubaté voltaram a reclamar sobre as infestações de escorpiões, baratas e percevejos. Em um vídeo enviado ao OVALE é possível ver um escorpião ao lado das camas onde quatro pessoas dormem e em uma outra gravação, um colchão lotado de percevejos.

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O abrigo fica ao lado de um cemitério no bairro Jardim Eulália e por esse motivo, de acordo com os abrigados, há uma infestação de insetos e animais peçonhentos. Em janeiro, OVALE chegou a conversar com uma ex-abrigada que afirmou ter decidido sair do abrigo depois de ter sido picada duas vezes por escorpiões e inúmeras vezes por percevejos. Agora, segundo os atuais moradores, com esses problemas recorrentes e até então sem soluções, sair do abrigo não é uma opção muito distante.

“Eu achei dois escorpiões embaixo da minha cama e isso acontece sempre. O abrigo é do lado do cemitério então esses animais entram mesmo, só que não está dando mais para aguentar”, comenta um homem, que não quis se identificar.

Um outro morador, que também preferiu não se identificar, conta que esse não é o único problema que os 51 acolhidos estão enfrentando. “Alguém tem que tomar alguma providência antes que o pior aconteça outra vez, absurdo a nota que eles (prefeitura) publicaram dizendo que tem 26 funcionários e que a Vigilância Sanitária faz visita periódica. Nunca vimos a Vigilância Sanitária aqui e se eles vierem, esse lugar tem que ser interditado”, relatou um homem, acrescentando que com essa falta de funcionários os próprios moradores precisam fazer a limpeza do local.

“As funcionárias da limpeza não limpam os quartos, somos nós que pegamos a vassoura e vamos limpar”, reforçou o homem, afirmando que os moradores também sofrem com a estadia de dependentes químicos na unidade. “As pessoas usam drogas aqui dentro, temos inclusive vídeos disso e elas não tomam nenhuma punição”, completou o outro homem.

AÇÕES.

OVALE entrou em contato com a prefeitura para saber o que será feito para que os problemas sejam resolvidos. Sobre as infestações, o Poder Executivo informou que as medidas de limpeza, desinfecção e assepsia são diárias no abrigo para que ocorra a prevenção e manutenção de um ambiente salubre aos usuários.

“Também, tem sido realizadas orientações aos usuários quanto a importância da higiene pessoal, bem como de seus pertences, para que o ambiente se mantenha saudável para convivência de todos. Outra medida relevante, é o reforço das ações de dedetização, limpeza das áreas comuns e manutenção da grama baixa”, disse a nota, acrescentando que, apesar das medidas de limpeza diária e as dedetizações semanais e mensais, a questão dos insetos é um problema da região.

“Insta mencionar, que o Abrigo conta com licença em vigência para funcionamento, emitida pela Vigilância Sanitária. A fiscalização ocorre de forma semestral e/ou sob demanda”, pontuou a prefeitura.

Em relação a falta de funcionários, a prefeitura informou que o abrigo conta com uma equipe técnica e operacional.

 “Sendo três assistentes sociais e uma psicóloga, que realizam o atendimento psicossocial dos usuários, bem como constroem e articulam o Plano de Atendimento Individual, o qual trata-se de um plano de estratégias e ações no qual serão estabelecidas garantias, deveres, rotinas e resultados a serem alcançados individual e coletivamente com a oferta do serviço, de forma a auxiliar o processo gradual de saída das ruas”, pontuou a nota, ressaltando que a unidade conta ainda com outros 18 funcionários.

“A equipe conta ainda com: dez orientadores sociais, que realizam atividades socioeducativas com foco na atenção, defesa e garantia de direitos e proteção aos indivíduos e famílias que vivem em situação de vulnerabilidade extrema ou risco social; dois cuidadores, que prestam serviços de atenção e cuidados básicos com a alimentação, higiene e proteção de adultos e idosos que necessitem de atenção específica (com deficiência, com necessidades específicas de saúde, dentre outros) e acompanham nos serviços de saúde; um monitor de ofícios, que realiza atividades e oficinas com os usuários do local; um escriturário, responsável pelas rotinas administrativas do serviço e quatro serventes, responsáveis pela limpeza do local”, afirmou a nota.

Sobre a denúncia de abrigados usando drogas no local, a prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal realiza revista pessoal e em pertences na entrada dos usuários do Abrigo do Pop Rua.

“Sendo vedado o ingresso com drogas ilícitas ou lícitas, bem como quaisquer tipos de armas, objetos pontiagudos e/outros que possam causar ferimentos. Quando drogas e/ou objetos proibidos são localizados, é lavrado boletim de ocorrência na Guarda Civil Municipal e a situação é avaliada pela equipe técnica, sendo o usuário passível das penalidades previstas nas regras de convivência do Abrigo Municipal, previstas em seu decreto de implantação (n.° 13.417 de 02 de outubro de 2014)”, concluiu a nota.

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