Alvo de ataques de católicos ultraconservadores nos últimos anos, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lança neste ano uma Campanha da Fraternidade antipolarização, com o tema “Fraternidade e Amizade Social”.
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A campanha foi aberta em Brasília na Quarta-Feira de Cinzas (14), em missa celebrada na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da entidade.
Ela será lançada nacionalmente neste domingo (18), na missa das 8h do Santuário Nacional de Aparecida, presidida pelo presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Spengler.
A CF 2024 é inspirada no lema bíblico “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mateus 23,8) e, segundo Spengler, propõe refletir sobre “as situações de inimizade que geram divisões, violência e destroem a dignidade dos filhos e filhas de Deus”.
O tema também quer incentivar as pessoas a encontrar “o que nos une como família e resgata o sentido das relações humanas baseados no respeito e na reciprocidade do bem comum”.
É um dos recados mais diretos da CNBB contra a divisão do país desde que a entidade virou um dos alvos, ao lado do papa Francisco, de católicos ultraconservadores e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que entrou diversas vezes em rota de colisão com lideranças como o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes.
No ano passado, quando a CF tratou da fome, a CNBB foi acusada de ser “comunista” e de estar “pervertendo os valores católicos”. Houve movimento de conservadores defendendo que a campanha fosse boicotada.
RUPTURA.
Mesmo sem entrar diretamente na política, dom Jaime Spengler disse não se pode esquecer a “recente tensão alimentada por setores que desejaram – e talvez ainda desejem – uma ruptura institucional, com suas consequências imprevisíveis”.
O presidente da CNBB admitiu que “é doloroso” constatar ataques, críticas e suspeitas contra o magistério, e de forma particular contra o papa Francisco. “Há sinais de uma animosidade orquestrada que fere profundamente a comunhão e a unidade da própria Igreja”.
Spengler destacou que a campanha prega o “respeito pelas diferenças” que deve “marcar o convívio social”. “Respeitar significa cultivar apreço, consideração, deferência. Isto não significa simplesmente concordar com a posição alheia, mas permite que o outro manifeste livremente sua posição desde que não cause dano aos demais membros da comunidade. Respeito requer reciprocidade”.
Comentários
1 Comentários
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Maria Rita 18/02/2024Não existem ultraconservadores. Existem apenas aqueles que sabem que a doutrina católica é a mesma ontem, hoje é amanhã.