MUITA EMOÇÃO

‘Obrigada, meu Deus’: bebê de S. José que nasceu pelas mãos da tia está bem e terá alta

'Eu disse para ela ficar tranquila, não que eu fosse fazer o parto, mas porque o Samu estava chegando, mas quando vi a cabecinha pensei 'meu Deus, chegou a hora', disse Elaine

Por Ana Lígia Dal Bello | 12/02/2024 | Tempo de leitura: 3 min
São José dos Campos

Crédito: Elaine Lyn

Naiane nasceu após oito meses e dois dias de gestação. Em breve, ela conhecerá suas irmãs de 15 e 11 anos
Naiane nasceu após oito meses e dois dias de gestação. Em breve, ela conhecerá suas irmãs de 15 e 11 anos

A bebezinha Naiane Vitória, que veio ao mundo pelas mãos da tia, em São José dos Campos, em 7 de fevereiro, está "super bem" e é possível que receba alta nesta segunda-feira (12). A mãe também está saudável, informou a tia, Elaine Lyn, de 40 anos.

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A bebê nasceu em casa, no bairro Pousada do Vale, região leste, depois que a mãe foi dispensada por profissionais do Hospital Municipal. Vanessa Ferreira Santos, de 36 anos, deu à luz acompanhada pela avó da criança, de 90 anos de idade.

Naiane nasceu após oito meses e dois dias de gestação. Em breve, ela conhecerá suas irmãs Nicoli, de 15 anos, e Natália, de 11.

CHEGOU A HORA
Elaine, a tia heroína, contou a OVALE como foi um dos dias mais emocionantes de sua vida.

"Ouvi ela gritando, entrei correndo e falei 'cheguei', para deixar ela tranquila. Tirei a parte debaixo da roupa dela e vi a cabecinha da bebê. Eu nunca tinha feito parto, nem visto ao vivo, só assisti vídeo no Youtube. Foi Deus, mesmo, porque eu não sabia o que fazer, mas era eu ou eu, tinha que ser eu ali naquela hora. Quando vi a cabecinha da bebê, pensei 'meu Deus'. Não sabia nem que o cordão estava enrolado no pescoço da bebê", contou.

"Quando vi que o cordão estava enrolado, a primeira coisa que fiz foi desenrolar do pescoço porque eu sabia que isso prejudica. Aí apareceu o ombrinho, mas a bebezinha não teve muita reação, sabe? Aí eu virei ela e comecei a limpar a boca, aí ela deu aquele chorinho fraco. Falei 'não, tá fraco!'. Virei de novo, fiz a massagem nas costas. Eu não soube tirar a placenta, aí fiquei prestando atenção na neném e na minha irmã, que estava acabada", continuou Elaine.

As duas irmãs são muito apegadas uma à outra desde a adolescência, e Elaine acredita que confiança que a irmã depositou nela tenha ajudado. "Ela me olhou e falou 'a bebê vai nascer'. Eu disse para ela ficar tranquila, não que eu fosse fazer o parto, mas porque o Samu estava chegando, mas quando vi a cabecinha pensei 'meu Deus, chegou a hora'".

"Na hora, não fiquei com medo, mas depois, no hospital, quando expliquei para os médicos o que eu tinha feito, aí sim que eu vi o risco que a gente correu, porque a bebezinha era prematura e a gravidez de risco. Depois que o Samu cortou o cordão umbilical e aqueceu a bebê, sentei no chão para respirar e fiquei toda arrepiada, chorei de emoção e agradeci a Deus". Depois de momentos tão intensos, a pressão sanguínea de Elaine até subiu.

PARTO EM CASA
Ter a bebê em casa não foi a escolha da mãe. Segundo Elaine, "mandaram ela embora, ela dormiu um pouquinho e logo a bebê já nasceu. Eu queria muito que todos soubessem dessa história, porque minha irmã foi uma guerreira por passar por tudo isso".

A família pretende adotar alguma medida jurídica por Vanessa ter sido liberada para voltar para casa quando estava prestes a dar à luz.

Procurado, o Hospital Municipal informou que não pode ceder informações sobre pacientes.

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