COMBATE À DENGUE

‘É um momento de alerta, mas não pânico’, diz Felicio sobre casos de dengue no Vale

Por Lara Salles | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Felicio também falou sobre a criação do Centro de Operações de Emergências para o combate ao Aedes aegypti
Felicio também falou sobre a criação do Centro de Operações de Emergências para o combate ao Aedes aegypti

O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), falou a OVALE na manhã desta quinta-feira (8) sobre o aumento no número de casos de dengue na região e em todo o estado. Felicio pontuou ainda sobre as medidas de enfrentamento à doença que estão sendo realizadas e acrescentou que apesar de ser um momento de alerta, não é para pânico.

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Considerando as seis maiores cidades da região, o número de casos de dengue aumentou 4.567% em janeiro deste ano comparado ao mesmo período no ano passado, saltando de 92 para 4.294 diagnosticados. Do dia 1º de janeiro até esta quinta-feira, o Estado contabilizou 102.646 casos notificados, 34.995 confirmados e seis óbitos.

“O que nós tivemos foi um aumento de 60% no Estado, mas uma redução no número de mortes se comparado com o ano anterior, o que estamos vendo aparentemente é uma antecipação do pico da doença até por conta das mudanças climáticas. Mas, esse é um momento de alerta, não de pânico. No caso do Vale, a gente tem uma preocupação maior em relação aos municípios que estão próximos ao Estado do Rio de Janeiro, já que o Rio vive uma crise muito maior e o que queremos é evitar que isso aconteça no estado de São Paulo, então, por isso, estamos atentos e com ações efetivas em conjunto com os prefeitos e prefeitas de cada cidade”, comentou Felicio.

Na última terça-feira (6), Felicio assinou o decreto que cria o COE (Centro de Operações de Emergências) de combate ao Aedes aegypti. Uma das primeiras medidas adotadas foi a destinação de R$ 200 milhões do tesouro estadual às prefeituras dos 645 municípios paulistas para o enfrentamento direto ao mosquito.

“O COE vai atuar em três frentes, a primeira delas é a autonomia para os municípios com o repasse de R$200 milhões direto para as cidades para que cada prefeito possa investir naquilo que é mais importante na cidade para o combate à dengue. O segundo é o apoio técnico, nós temos uma central de monitoramento que hoje tem a disposição todos os números de casos positivos e óbitos por cidade. E por fim, também o apoio operacional, nós temos a Defesa Civil e a nossa Secretaria de Saúde com 600 equipamentos para ajudar no fumacê nas cidades e também o trabalho de divulgação e conscientização”, disse.

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