SAUDADE

Com quase 2 anos, irmão de Ana Lívia começa a frequentar escola: ‘Meu anjo’

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Facebook
Jéssica Higino e a filha Ana Lívia
Jéssica Higino e a filha Ana Lívia

A vida da diarista Jéssica Higino, 31 anos, ganhou um marco de felicidade nesta terça-feira (6). Pela primeira vez na vida, o filho dela de 1 ano e 8 meses foi à escola. “Uma belezinha, começou na escola hoje”, disse a mãe, orgulhosa.

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Ao mesmo tempo, Jéssica ainda cura as feridas dolorosas da saudade da filha assassinada. Em 27 de setembro de 2022, a estudante Ana Lívia, de 13 anos, foi morta com um tiro na nuca, em Taubaté. O tiro foi dado por uma colega da menina, de 12 anos, que segue internada em uma unidade da Fundação Casa.

“Isso dói na alma, mesmo que a gente continue vivendo, nada é como antes, falta algo, ou melhor, falta alguém”, disse ela.

“A saudade fica e vou tocando a vida, porque tenho um garoto para criar. Há períodos cheios de emoções, infelizmente não muito boas”, disse Jéssica, referindo-se ao aniversário de um ano da morte da filha e ao Dia de Finados.

“Só posso resumir tudo em uma saudade enorme. Ela não estava no aniversário de 1 ano do irmão, e não vai estar em muitos outros momentos importantes da nossa vida.”

PRAIA.

Ela toca a vida ao lado do filho de um ano e oito meses, que não teve a irmã ao seu lado no aniversário de um ano, e tampouco a terá quando fizer dois anos, em 2024. Em outubro, em novas postagens nas redes sociais, Jéssica celebrou outra novidade na vida do menino: a ida à praia.

“Esse foi o primeiro contato dele com essa maravilha que é o mar. E ver a alegria desse pequeno brincando também é a minha, eu só tenho a agradecer a Deus por ter esse pequeno hoje em minha vida, minha motivação para levantar todas as manhãs”, escreveu Jéssica.

No Dia de Finados do ano passado, ela compartilhou uma frase para despertar as pessoas que não passaram pela tragédia que ela viveu: “Aproveite o dia em homenagem aos que já se foram, para refletir sobre o que você está fazendo pelos que ainda estão aqui”.

CRIME.

O caso de Ana Lívia aconteceu em 27 de setembro de 2022, no bairro Jardim Paulista, em Taubaté.

Pela manhã, Lívia ligou para a mãe perguntando se a amiga podia ir até sua casa para que as duas pudessem ir para a escola juntas, de carona com a mãe de outra colega. Horas depois, a mãe de Ana Lívia encontrou a menina já sem vida, em seu quarto.

Lívia foi encontrada com um tiro na nuca, com o corpo caído em cima de uma mesa de cabeceira.

FUNDAÇÃO CASA.

A garota de 12 anos que confessou ter matado Ana Lívia foi apreendida e segue internada numa unidade da Fundação Casa em São Paulo.

A menina passa por avaliações psicológicas a cada seis meses e o resultado é encaminhado ao Poder Judiciário, que avalia a evolução dela dentro da unidade de custódia do governo estadual.

Após ter confessado o crime, a menina foi julgada pela Vara da Infância e Juventude de Taubaté, em audiência no dia 7 de novembro de 2022, e sentenciada a permanecer na Fundação Casa e a passar por avaliações psicológicas regulares.

Tais avaliações são feitas por equipes da Fundação Casa e os resultados são enviados para a Vara da Infância e Juventude de Taubaté, que analisa a situação da garota. Não se sabe quando ela poderá deixar a unidade na capital.

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