Maior atenção aos casos de depressão e melhoria da investigação policial sobre casos de desaparecimento.
Essas foram as “lições” deixadas pela morte do estudante universitário Leonardo de Prado Moreno, 22 anos, de São José dos Campos, segundo a amiga de infância dele, Isabella da Silva Alves.
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Considerada a melhor amiga do estudante, Isabella confessa sentir muita falta de Leonardo, que foi encontrado morto em 21 de janeiro de 2023, em área de mata no Parque da Cidade, na zona norte de São José. Ele estava desaparecido desde 23 de dezembro de 2022.
A Polícia Civil concluiu que Leonardo tirou a própria vida. Familiares dele confirmaram que ele vinha se tratando de uma depressão e que passava por um momento de desilusão amorosa, por causa de um ex-namorado.
“O Leonardo sempre foi muito querido por todos, era muito gentil e animado por onde passava e possuía muitos amigos por isso”, contou Isabella a OVALE.
DECLARAÇÃO DE AMOR
Há um ano, quando a tragédia da morte de Leonardo foi confirmada, ela fez uma declaração de amor ao amigo: “A partir de agora eu estarei vivendo uma vida por nós dois, eu te amo para sempre”, escreveu nas redes sociais.
“Eu o conheci na escola, ainda no ensino fundamental, e ele sempre foi um dos melhores alunos da sala, muito dedicado, inteligente e qualquer um podia ver que ele teria um grande futuro pela frente”, disse Isabella.
Leonardo havia finalizado o curso de Publicidade e Propaganda da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte, onde morava há cinco anos, e veio passar o Natal com a família em São José.
Ele saiu da casa dos pais na Vila Sinhá, na zona norte a cidade, onde residia antes de começar a faculdade, e disse que sairia para almoçar com uma amiga no dia 23 de dezembro. Foi a última vez que os familiares o viram.
Quase um mês depois, o corpo dele foi encontrado no Parque da Cidade. Mesmo em avançado estado de decomposição, o corpo foi reconhecido pela família.
LIÇÕES
Em 9 de fevereiro de 2023, o corpo do estudante foi sepultado em São José no cemitério Maria Peregrina, no bairro de Santana.
Na véspera, a Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado no Parque da Cidade era do universitário. A identificação foi feita por meio da equipe de odontologia forense, que analisou a arcada dentária do cadáver.
“Depois da sua morte uma das coisas que mais machuca é pensar nisso: ele tinha um futuro incrível pela frente mas infelizmente não conseguiu continuar. Assim como eu, sei que todos que conviviam com ele sentem muito sua falta, era alguém que fazia a diferença na vida das pessoas”, disse Isabella.
Para ela, apesar de toda a dor e saudade que ficam com a morte do melhor amigo, a situação extrema vivida por Leonardo deve deixar lições.
“A sua morte gerou muita discussão principalmente por ter se tornado de conhecimento nacional, isso ajudou muito em suas buscas e após o desfecho consegui levar o assunto ‘depressão’ para as pessoas como sendo uma doença que precisa ser tratada e vista com atenção”, afirmou.
“Após o seu desaparecimento foi inevitável perceber também a dificuldade das autoridades para lidar com situações do tipo, talvez por despreparo ou falta de recursos, mas quem de fato achou o Leonardo foi um grupo de amigos voluntários e não a polícia. Eu desejo que isso tenha contribuído para a melhoria de investigações de possíveis situações parecidas.”
Isabella disse que um ano se passou após a morte de Leonardo, “mas é como se fosse ontem”. “Ainda penso muito nele e sinto muito sua falta. Independente de tudo eu sei que ele aguentou até onde conseguiu e eu tenho muito orgulho de quem ele foi”, completou.L
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