MORTE EM CONFRONTO

Quem é Luã Henrique? Suspeito de ligação com o tráfico foi morto em confronto com a PM

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Redes Sociais
Luã Henrique Rosa Góes
Luã Henrique Rosa Góes

Pai de um menino recém-nascido, ligado à produção de tatuagens e suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.

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Esse é Luã Henrique Rosa Góes, 34 anos, morto em confronto com a Polícia Militar na última terça-feira (16), no Jardim São José 2, bairro da zona leste de São José dos Campos conhecido no meio policial como ‘Cidade de Deus’ (CDD). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São José.

Luã Henrique tinha passagem pela polícia por roubo, tendo sido condenado há cerca de 10 anos e cumprido pena Penitenciária de Potim. Ele saiu da unidade em livramento condicional. Segundo a polícia, ele também teria envolvimento com o tráfico de drogas.

No final do ano passado, de acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), ele foi alvo de uma intimação da Vara do Júri e de Execuções Criminais de São José, em processo que ele aparece como réu.

Em seu perfil no Instagram, criado em 2019, Luã Henrique tinha quase 700 seguidores e publicava fotos de tatuagens, atividade em que desenvolvia com ao menos mais dois amigos. “Estará pra sempre com nois (sic), descanse em paz irmão”, escreveu o perfil Família CPK no Instagram.

Luã Henrique fez 34 anos em 2 de dezembro do ano passado, dois meses após o nascimento de um filho. Em sua página no Facebook, consta que ele foi aluno da Escola Estadual Cônego Artemio Schiavon, que fica na cidade de Cristina (MG).

A companheira dele publicou nas redes sociais uma despedida, após a morte de Luã Henrique, baleado em confronto com a Polícia Militar.

“Descanse em paz, Luã. Você deixou um pedacinho seu aqui que vou cuidar com todo amor”, escreveu a mulher.

MORTE

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, ao qual OVALE teve acesso, Luã Henrique foi morto após supostamente ter atirado contra policiais militares de Jacareí que estavam na zona leste de São José participando de uma operação chamada “Enfrentamento contra a Letalidade Violenta”.

Durante patrulhamento pela rua Airton Senna da Silva, no Jardim São José 2, os policiais afirmaram que viram um homem a pé que teria tentado fugido entre as casas ao perceber a viatura da PM.

Dois policiais desceram da viatura e perseguiram o homem até uma residência. Eles efetuaram varredura nos fundos da casa, onde havia outras casas e barracos, quando se depararam com o fugitivo, que teria atirado em direção aos policiais.

Os tiros foram repelidos pelos policias – ao menos quatro disparos – e o homem caiu no chão, segundo o relato da PM. Ele estaria portando uma pistola calibre 9 mm e teria sido desarmado. O resgate foi chamado.

Os policiais relataram ainda que encontraram uma mochila próxima a um dos barracos e, no interior dela, foram localizados 2.000 papelotes com cocaína, 220 pinos com cocaína e 449 papelotes de maconha, tudo embalado para a venda, além de uma arma de fogo do tipo revólver calibre 38, municiado.

A autoridade policial foi chamada, determinando a preservação do local até a chegada da perícia. Policiais do 46º BPMI, de São José, foram acionados para auxiliar na preservação do local. No entanto, as armas e as drogas apreendidas foram apresentadas diretamente na delegacia pelos policiais.

Após a morte de Luã Henrique, moradores do Jardim São José 2 convocaram um “ato pacífico” para protestar contra o óbito. Em convocação pela internet, eles chamaram Luã de “vítima do estado” e pediram “Justiça, parem de nos matar”.

A manifestação acabou com pessoas ateando fogo em pneus em uma via do bairro. Entre quinta e sexta-feira (19), três ônibus do transporte coletivo foram atacados na zona leste, sendo dois deles completamente incendiados.

PREFEITO

Após os ataques, o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), se reuniu com as forças de segurança e anunciou medidas para retomar o transporte na região leste, suspenso pela concessionária na tarde desta sexta.

“Não vou permitir que saiam impunes. Lugar de bandido é na cadeia”, disse Anderson após a reunião. Ele determinou o retorno imediato dos ônibus pela zona leste.

Comentários

1 Comentários

  • Anônimo 20/01/2024
    Não faz falta.