A Polícia Civil de São Paulo registrou um déficit de 17.131 profissionais neste começo de 2024 e bateu o recorde do ‘defasômetro’ registrado pelo Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) desde 2017. O número, que era de 16 mil no final de 2022, tem crescido exponencialmente nos últimos anos.
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Segundo o sindicato, dos 41.912 cargos previstos na Polícia Civil, que deveriam estar preenchidos, apenas 24.718 estão ocupados – um “buraco” de 40%.
Somente no último ano, já durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a instituição sofreu 964 baixas, entre exonerações, aposentadorias e óbitos – “sem nenhuma contratação”, apontou o sindicato, que pede “urgência na recomposição da força de segurança judiciária”.
No começo de janeiro, a Delegacia Geral de Polícia Civil convocou 368 candidatos aprovados no concurso para delegado de 2022, para apresentação de documentos e exame médico.
“Esperamos que todos sejam nomeados, inclusive os candidatos excedentes, e numa única chamada, tendo em vista o alto déficit que temos na Polícia Civil. Não faz sentido deixar de efetivar todos esses profissionais, ou postergar a nomeação”, disse a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp.
Quanto às principais carreiras, o sindicato aponta 1.011 cargos vagos para delegado, 4.049 escrivães a menos e falta de 4.288 investigadores na ativa.
“O quadro reduzido afeta a força de trabalho, compromete o rendimento, sobrecarrega as equipes que estão na ativa, que, por sua vez, sofrem com o estresse e têm a saúde mental abalada. Contratações, portanto, são urgentes e necessárias para aliviar o peso sobre quem está em serviço e, consequentemente, a melhoria da segurança para a população”, disse Jacqueline.
VALE DO PARAÍBA
Sem número detalhados do Vale do Paraíba, o Sindpesp calcula que o déficit de policiais na região fica em torno de 250 a 300 profissionais.
Relatório da entidade aponta mais de 1.200 policiais civis atuando na região, com defasagens em torno de 20% a 25%.
O déficit atinge quase todos os cargos existentes. “A população é quem mais sofre. Afinal, sem Polícia Civil, não há investigação”, disse a delegada Jacqueline Valadares.