OCUPAÇÃO

Litoral Norte tem 550% de aumento em domicílios desde 1980 e expansão urbana acelerada

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Rovena Rosa / Agência Brasil
Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no Litoral Norte
Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no Litoral Norte

Ao longo de 42 anos, o Litoral Norte teve 550% de aumento no total de domicílios ocupados, taxa três vezes superior à média nacional, revela um estudo de pesquisadores da Unitau, Inpe e do Centro Paula Souza.

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O artigo ‘Desenvolvimento regional e a intensificação das catástrofes socionaturais: o caso de São Sebastião’ foi publicado na Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, no final do ano passado.

Coordenado pelo economista Edson Trajano, professor da Unitau, o estudo é assinado pelos pesquisadores Murilo da Costa Ruv Lemes, Rodrigo Cesar da Silva, Gilberto Fisch e Moacir José dos Santos.

Eles mostram que, entre 1980 e 2022, o número de domicílios ocupados cresceu 550,31% no Litoral Norte, bem superior à média da RMVale (229,65%), da estadual (179,70%) e da nacional (187,37%) para o mesmo período.

Entre as quatro cidades do Litoral Norte, Ilhabela foi quem teve a maior taxa de aumento dos domicílios ocupados (661,5%), seguida de Caraguatatuba (565%), São Sebastião (565,8%) e Ubatuba (488,5%).

As fortes chuvas de fevereiro de 2023 causaram a morte de 64 pessoas em São Sebastião, a maior parte em áreas de risco, de ocupação irregular.

“A continuidade da expansão urbana foi acompanhada de supressão da vegetação nativa das encostas e da instalação de infraestruturas urbanas, conjugando fatores que elevam o risco da vulnerabilidade para a população local”, dizem os pesquisadores.

Entre 1985 e 2021, a malha urbana de São Sebastião passou de 4.092 km² para 18.276 km², um aumento de 14.185 km² (346,6%). No mesmo período, a populacional aumentou 254,2%, de 24.884 para 88.156 habitantes.

Na Vila Sahy, bairro mais afetado pelas chuvas, a área urbanizada foi de 5,51 ha em 2002 para 11,76 ha em 2022 (+113,4%).

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