O padre Wendel Ribeiro, 49 anos, da paróquia Nossa Senhora do Rosário, no bairro Vila Tesouro, na zona leste de São José dos Campos, foi condenado a um ano de prisão por injúria racial contra um garçom negro em uma pizzaria de Jacareí.
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A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas pelo prazo de um ano. A decisão é de segunda-feira (8).
Ribeiro foi condenado por ter se negado a ser atendido por um garçom negro. Segundo a denúncia, ele disse a funcionário da pizzaria que não queria ser atendido “por aquele pretinho”. O padre nega as acusações.
O caso aconteceu em julho de 2021, durante um rodízio de pizza. Na ocasião, o garçom relatou, em boletim de ocorrência, que Wendel se recusou a aceitar atendimento dele por seis vezes.
Na última vez, o garçom deixou a pizza no balcão e o padre foi se servir. Questionado pelo pizzaiolo, o sacerdote disse que não queria ser servido pelo garçom “pretinho”, e ainda disse que o funcionário não poderia ter o sobrenome que tem (Jesus), dizendo que deveria ser chamado de “qualquer outra coisa”.
“O acusado, por meio de sua lastimável e desprezível conduta, ofendeu a dignidade da vítima afrodescendente em razão de sua raça e cor, humilhando-o. E realmente ele não dispensaria esse tratamento a outro grupo em razão da cor e etnia”, escreveu o juiz Marcos Augusto Barbosa dos Reis, da 1ª Vara Criminal de Jacareí.
A defesa do sacerdote e nem o próprio padre foram localizados para comentar a sentença. O espaço segue aberto.
A Diocese de São José dos Campos informou que irá se pronunciar por meio de uma nota, após análise do setor jurídico. Quando o comunicado for divulgado, a matéria será atualizada.