CONSTRUÇÃO

Ambientalistas acusam obra em São José de invadir área de proteção ambiental

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Área da construção do prédio comercial em Urbanova
Área da construção do prédio comercial em Urbanova

Ambientalistas de São José dos Campos entraram com uma representação no Ministério Público contra a construção de um prédio comercial em Urbanova, bairro na zona oeste da cidade, por dano ambiental.

Faça parte do canal de OVALE no WhatsApp e receba as principais notícias da região! Acesse: https://whatsapp.com/channel/0029VaDQJAL4tRs1UpjkOI1l

Trata-se de prédio comercial de aproximadamente três andares que está sendo construído em terreno de 200 metros quadrados, segundo a denúncia, e que estaria “sem qualquer aparente preocupação ambiental e ignorando o avanço das mudanças climáticas e a sustentabilidade ambiental”.

Na representação, os ambientalistas citam relatos de moradores que apontam que a obra pretende suprimir, desmatar e aterrar o local para a construção do prédio, em área de preservação permanente e mata ciliar do Rio Paraíba do Sul.

“Todo esse gravíssimo e aparente crime ambiental supostamente vem ocorrendo à revelia do Código Florestal, Lei de Zoneamento, Plano Diretor e Legislação Preventiva Estadual de Mudanças Climáticas”, diz trecho da denúncia.

Protocolada na quarta-feira (27), a representação é assinada pela assistente financeira Ângela Aparecida da Silva, pelo professor e poeta José Moraes Barbosa e pelo engenheiro Vicente de Moraes Cioffi, todos ativistas ambientais. Cioffi é especialista em meio ambiente e Moraes é membro do o Coletivo Desperta São José – Frente de Defesa do Direito à Cidade.

“Aparentemente as recentes catástrofes ambientais, inclusive em nível de São José dos Campos e também no Bairro Urbanova, não sensibilizaram a Prefeitura Municipal e seus gestores em relação aos limites de crescimento para a cidade”, dizem os autores no documento.

Eles pedem a “urgentemente necessária a intervenção” do Ministério Público para paralisar a obra, que, segundo a representação, segue “a pleno vapor sem qualquer preocupação ambiental aparente”.

A representação pede a abertura de ação civil pública para apurar “possível violação a direitos individuais, coletivos e difusos” pelo “possível descumprimento a legislação vigente em relação à proteção ambiental”.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a construção teve projeto aprovado e a edificação atende a legislação ambiental, respeitando a área de APP (Área de Preservação Permanente).

“A equipe de fiscalização de obras particulares foi até o local no dia 19/12/2023 para verificar a posição do tapume e notificou o responsável em relação ao recuo do mesmo, que já foi realizado.”

Sobre a representação ao Ministério Público, a prefeitura disse que não foi oficialmente notificada.

Citada na representação, a empresa Amira Engenharia não retornou os contatos da reportagem. O espaço segue aberto.

Comentários

10 Comentários

  • Mauro Cesar de Arantes Silva 04/01/2024
    Na av Heitor vila lobos, antes do prédio de número 500, vai ter uma construção também?
  • Leia 04/01/2024
    Prefeito não está se importando com o meio ambiente
  • Marcio Marinho 03/01/2024
    Na Dúvida , Judicializa , o Juíz Embarga até Nova Avaliação e se estiver nos conforme toca senão Multa e Recuperação da Área. Simples !
  • Pedro Ricardo 02/01/2024
    No texto cita o Engenheiro Vicente como especialista, entretanto até onde eu sei ele é engenheiro elétrico sem nenhuma especialização em área ambiental, precisamos parar com está militância e respeitar os técnicos verdadeiros da Cetesb e da Prefeitura Municipal
  • Helcio Garofalo 02/01/2024
    Seria de muita importância a reportagem mostrar foto real ( Não parcial) da irregularidade, foto da distância do Rio. da mata a ser desmatada. etc.
  • Vivian 02/01/2024
    A prefeitura se preocupa sim com as áreas de preservação ambiental que são ocupadas por pessoas pobres. Com as construções e condomínios de luxo que invadem a área de preservação... mudam até a lei de zoneamento, se precisar.
  • Romeu 02/01/2024
    Estão abrindo um precedente perigoso. O dinheiro está falando mais alto, tantos outros terrenos para se construir ,porque na quele local. Quem libera um libera 10.
  • Laurence Benatti 02/01/2024
    Esses ambientalistas, com todo respeito, estão querendo \"SE APARECER-SE\". Nada haver. A obra está longe das margens do Rio Paraíba do Sul.
  • Rossana Borges Teixeira 02/01/2024
    Outro Varejão Oba!! Na Cidade Inteligente pode tudo em nome do\"progresso\".
  • Paulo 02/01/2024
    Essa prefeitura é uma vergonha! Faz aquele discurso todo no TJSP sobre o banhado cuja regularizacao está dentro dos princípios da LEI FEDERAL 13465 mas qdo sectrat trata dos negocio$ imobiliários justifica o injustificável