O MP (Ministério Público) denunciou Umberto Vieira Ghilarducci e o amigo dele, Vinicius Januari, por coação no curso do processo, em razão de ameaças feitas à família das tutoras do spitz alemão Fox, que morreu em 25 de outubro em decorrência do ataque do bull terrier de Umberto.
Faça parte do canal de OVALE no WhatsApp e receba as principais notícias da região! Acesse: https://whatsapp.com/channel/0029VaDQJAL4tRs1UpjkOI1l
A denúncia foi feita nesta terça-feira (19), seis dias após Umberto ser preso numa chácara na zona rural de Pouso Alegre (MG). Ele estava foragido desde a morte de Fox, quando a Justiça decretou a prisão preventiva dele.
De acordo com o MP, Umberto e Vinicius “usaram de grave ameaça (...) contra as guardiãs do animal doméstico canino vítima de maus-tratos [Fox] em processo policial”.
Segundo a denúncia, Vinicius “proferiu ameaças de causar mal injusto e grave contra a vítima [tutora de Fox], verbalizando as palavras e expressões: ‘vai ver só’; ‘se não tirar, deixa comigo, eu vou pegar ela’; ‘já tem três esperando na rua de trás’”.
Nas mesmas condições, apontou o MP, Umberto “proferiu ameaças de causar mal injusto e grave contra a vítima, verbalizando as palavras e expressões: ‘vou fazer da sua vida um inferno’”.
O MP denunciou Umberto e Vinicius pelo crime de coação no curso do processo, que prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa.
O órgão também se manifestou favorável à prisão preventiva de Umberto, decretada pela Justiça no final de outubro.
Procurada, a defesa de Umberto não quis comentar a denúncia. O advogado de Vinicius não foi localizado. O espaço segue aberto.
MORTE
O cãozinho Fox foi vítima de um violento ataque pelo bull terrier no bairro Jardim América, na região sul de São José dos Campos. O ataque ocorreu em 9 de outubro, 16 dias antes da morte do cachorro, que perdeu parte do focinho.
Desde então, as tutoras do cãozinho fazem uma campanha na internet para prender o tutor do bull terrier e para tornar mais rigorosa a punição de quem usa cães como arma.