CLIMA

Sem pontos quentes, Esplanada e Vila Adyana têm clima mais fresco em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Charles de Moura / PMSJC
Árvores na Via Esplanada
Árvores na Via Esplanada

A quantidade de árvores em bairros como Esplanada e Vila Adyana, na região central de São José dos Campos, faz com que as localidades não tenham pontos quentes e contem com 15% e 9% de áreas que refrescam a temperatura, chamadas de ‘sumidouros de calor’.

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É o que revela pesquisa da arquiteta e urbanista Fabiana Lourenço, que tem mestrado em Engenharia Civil e defendeu sua tese de doutorado em Ciências do Sistema Terrestre no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 2020.

Segundo a pesquisa, realizada na macrozona de consolidação urbana do município, o setor censitário Morumbi e Campo dos Alemães, na zona sul, é apontado como prioritário para elaboração de políticas públicas de adaptação e resiliência ao calor.

O setor socioeconômico Morumbi, com 16.884 domicílios, tem cerca de 60% da área com pontos quentes e 10% de sumidouros de calor. O Campo dos Alemães (cerca de 16.420 residências) tem quase 40% da superfície como ponto quente e é carente de áreas verdes, com nenhum sumidouro de calor.

A Vila Industrial (leste) tem mais pontos quentes (42%) do que áreas para mitigar o calor (22%). O Jardim Paulista (central) tem 5% de sumidouros de calor e 15% de pontos quentes. Santana (norte) tem mais sumidouros de calor (42%) do que áreas quentes (1%).

Segundo Fabiana, um dado surpreendente foi observado no Aquarius (oeste), que é bastante verticalizado. Na parte mais antiga do bairro, onde os prédios são circundados por vias e vielas arborizadas, foram identificados sumidouros de calor em função do sombreamento promovido pelos prédios e pela vegetação, que ocupa área permeável e absorve parte da energia solar refletida pelos edifícios.

“Há um efeito de retroalimentação negativa do clima local, na qual parte da radiação solar que incide nas edificações é absorvida pela vegetação ao redor”, disse a pesquisadora.

Fabiana lembra que reduzir o calor e adaptar a cidade, de modo a torná-la mais resiliente ao calor, são medidas urgentes, em razão do aquecimento global, uma “questão bem crítica”, na avaliação dela.

A pesquisadora considera que a solução está em utilizar soluções baseadas na natureza e sistemas construtivos que possam ampliar a eficiência energética das edificações e promover o resfriamento das áreas urbanas.

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